Seus Pensamentos São Realmente Seus?

Indo Além do Modo Papagaio: Uma Reflexão com a Prof. Lúcia

Você já parou para pensar se os pensamentos que passam pela sua mente são, de fato, seus? Ou, no fundo, bem lá no fundo, você se sente como um papagaio – às vezes sofisticado, outras nem tanto – do último post?

Seriam seus pensamentos e emoções meras reproduções de ideias alheias, absorvidas do ambiente e do coletivo? A Professora Lúcia Helena Galvão, em sua palestra A MENTE: Conhecê-la e Dominá-la Reflexões Filosóficas, nos convida a uma profunda reflexão sobre essa questão crucial para o autoconhecimento e a construção de uma vida mais autêntica.

A Mente como um Espelho: Refletindo o Mundo ou a Essência?

Segundo a Professora Lúcia, a mente humana é frequentemente comparada a um espelho, que pode estar voltado para baixo ou para cima.

  • Virada para baixo (Kama Manas): Reflete os desejos e interesses pessoais, focando na sobrevivência, no conforto, na gula, na preguiça ou na ambição material. Quando a mente é usada “única e exclusivamente em função do seu egoísmo”, ela não expressa propriamente um ser humano em sua plenitude, mas um “animal racional” que potencializa seus instintos com a razão. A maioria do que existe no nosso plano mental é “software que você comprou pronto!”, “ideias clonadas do coletivo”. Isso nos leva a ser “sentidos” e “pensados” pelos outros, em vez de pensar e sentir por nós mesmos. O resultado é uma vida em que não sabemos quem somos, nos tornando “um estranho para si mesmo”, vivendo um “script vida” pré-programado.
  • Virada para cima: Começa a refletir princípios universais, como fraternidade, justiça, bondade, amor e integridade. É quando a mente atinge seu “máximo requinte” e “máxima elevação”, deixando de ser mesquinha e egoísta. Homens que usaram a mente em seu potencial máximo, como gênios e sábios, não pensavam apenas em si próprios.

A professora alerta que, muitas vezes, as pessoas não se dão conta de que estão sendo manipuladas ou de que suas “preferências” e “gostos” não são autênticos, mas sim moldados pela inércia da sociedade e pelas circunstâncias. A fantasia, ao contrário da imaginação ativa, é passiva e frequentemente contagiosa, infiltrando-se pelas “frestas da desatenção” e nos levando a adotar modelos de vida que não escolhemos conscientemente. Essa falta de autenticidade no plano mental tem consequências reais, pois as ideias que alimentamos, mesmo as negativas, exercerão “tensão para poderem chegar ao mundo e gerar fatos”.

Como Reconquistar a Mente e Construir um Pensamento Autêntico?

A boa notícia é que podemos reverter essa situação e tomar as rédeas da nossa própria mente e vida. A Professora Lúcia oferece dicas valiosas para esse processo:

  1. Defina seus próprios pensamentos: É fundamental fazer uma “listinha” dos seus princípios, valores e buscas. “Qualquer coisa fora desse menu, não é a Lúcia”. Ao se construir por definição, em um ato de vontade, você pode identificar e “despedir” os pensamentos que não lhe pertencem, pois “entrou porque encontrou a porta aberta e sai pela mesma razão!”.
  2. Desenvolva a identidade: O poder da mente reside na identidade. “Intellegere” (do latim “escolher dentre”) é a máxima inteligência. Trata-se de saber quem você é em meio a tantas influências, memórias e elementos absorvidos do meio.
  3. Purifique sua mente: A pureza da mente é essencial para que ela possa refletir o ideal humano. Isso significa “purificar-se do egoísmo, purificar-se da contaminação de preconceitos, de ideias prontas do seu passado”.
  4. Exercite a reflexão: Platão recomendava um momento diário para avaliar as ideias e a vida. É preciso testar as ideias na vida, buscando a “reflexão” para ver se elas funcionam e se são coerentes com o que você realmente quer ser.
  5. Seja um construtor de si mesmo: A mente serve para nos construirmos como seres humanos. Não basta decorar teorias; é preciso aplicar o conhecimento na vida e torná-lo seu. Se não planejamos, estamos sendo planejados; se não pensamos, estamos sendo pensados.
  6. Busque a verdade, não o prazer fácil: A filosofia é “amor à verdade”. A verdade “produz mudança do interesse, desde os sentidos (prazer efêmero) para o nobre e autêntico”. Não devemos ter medo de constatar as coisas como são, mesmo que isso signifique estar no “deserto do real”, pois é a partir daí que se pode construir algo verdadeiro.

Em um mundo onde a “massificação” e o “egoísmo” nos cegam, a capacidade de desenvolver um pensamento original e de se alinhar com princípios elevados é um ato de “genialidade”. Ao invés de usar a mente para interesses mesquinhos, devemos usá-la para “olhar pra cima”, para o que é nobre e humano, construindo uma vida com propósito e significado. É um trabalho constante, uma disciplina diária que nos permite “morrer e renascer todos os dias” para as influências que não nos servem.

Ao assumir a responsabilidade por seus pensamentos, você não apenas se beneficia, mas também contribui para o avanço da humanidade, pois, como ensina a filosofia, “as coisas propagam aquilo que são: a macieira propaga maçã; se você é filósofo, propaga filosofia”.

Você está pronto para ser o autor dos seus próprios pensamentos e da sua própria vida?

Ela confia em nós muito mais do que poderíamos imaginar.

E aguarda nosso movimento em sua direção. A VIDA.

Só vamos!


Notas:

  • O texto base deste post foi gerado através de IA (NotebookLM) e .
  • ATENÇÃO: Nenhum post deste blog substitui orientação de um PROFISSIONAL DE SAÚDE.

Posts complementares:

Aquele com o “Papagaio Sofisticado”

O Livro Tibetano dos Mortos

Gasparetto – A GENTE NÃO DEIXA PRA LÁ

A GENTE NÃO DEIXA PRA LÁ: Assumindo o Controle da Sua Vida e o Seu Poder Interior

No vídeo do YouTube A GENTE NÃO DEIXA PRA LÁ – Gasparetto conversando com você #94, Gasparetto nos convida a uma reflexão profunda sobre autogestão e liberdade pessoal, mostrando que gerenciar a nós mesmos é a base de tudo

Ele defende que gerenciar as próprias emoções e assumir a responsabilidade pela própria vida são cruciais para o bem-estar. Ele encoraja os ouvintes a desapegarem-se da negatividade, a pararem de se intrometer na vida alheia, e a abraçarem sua verdadeira natureza e temperamento.

A mensagem central é a de que o indivíduo possui o poder de dominar sua própria realidade, em vez de ser dominado pelas circunstâncias externas ou pelas expectativas dos outros.

Você já parou para pensar em como as nossas escolhas e atitudes internas moldam profundamente a nossa realidade externa?

O Perigo da Autocrítica e da Negatividade

Uma das mensagens centrais é a importância de não dar valor para o negativo. Muitas vezes, nos pegamos criticando os outros e, sem perceber, essa energia se volta contra nós mesmos, tornando-nos vítimas do nosso próprio esforço. Gasparetto nos lembra que a tendência a reclamar, se indignar e focar no que está errado apenas nos esgota e nos impede de viver plenamente. Ele sugere uma atitude de “ah, bobagem, larga de frescura!”, para trazer alívio e leveza à mente. A chave é escolher “não ligar” para aquilo que não nos serve ou que nos puxa para baixo.

Liberando-se das Amarras Alheias

Um ponto crucial abordado no vídeo é a nossa dificuldade em “deixar para lá” os problemas e as escolhas dos outros, especialmente de pessoas próximas como familiares. “A gente não deixa para lá, a gente quer que eles entendam, que eles mudem”. Essa atitude de querer argumentar, se indignar e tentar “consertar” o outro é um desperdício de energia e um autoenvenenamento.

Gasparetto é enfático. Ele afirma que se meter na vida alheia é “metideza” e quem cuida da responsabilidade dos outros está, na verdade, estragando a própria vida. Afinal, “o outro que escolhe, ele quer viver assim porque ele escolheu viver assim”. Tentar ajudar quem não quer ser ajudado ou bancar quem não assume suas próprias escolhas apenas perpetua a situação. Aquele que está sendo “bancado” como um “trouxa” nunca aprenderá a se bancar. Ele chega a chamar a atitude de “Samaritana” de neurose, pois muitas vezes, ao “cuidar dos outros”, abandonamos a nós mesmos.

Assumindo Seus Limites e Seu Território

O vídeo ressalta que muitos de nós não aceitamos nossos próprios limites. Essa falta de limites nos torna vulneráveis à invasão e ao abuso, inclusive do invisível. É fundamental defender o seu território, porque ninguém mais o fará. Se você não tiver “soldados na sua fronteira”, qualquer coisa poderá entrar. O mundo é para os fortes, e precisamos aprender a colocar as pessoas no lugar delas.

A Libertação de “Soltar a Franga”: Assuma Seu Temperamento

Uma das metáforas mais poderosas do vídeo é a de “segurar a franga”, ou seja, reprimir o seu temperamento e a sua verdadeira essência. Gasparetto argumenta que “esse negócio de doença mental é segurar a franga”. Muitas pessoas ficam “doentes, depressivas, loucas” porque “vão contra o temperamento”, tentando ser o que não são para agradar aos outros.

Ele incentiva a abraçar quem você realmente é. Se você gosta de dançar, de rir, de brincar, ponha isso para fora, pois essa é a sua energia.

A verdadeira força reside em assumir o seu jeitão, o seu temperamento, mesmo que seja “terrível” ou “danadinho” para os outros. Deixar a energia estagnada e não se expressar te machuca.

Conectando-se com o Eu Maior e a Essência Espiritual

Além das questões do dia a dia, o vídeo oferece um caminho para o autoconhecimento e a conexão espiritual. Gasparetto sugere um exercício de meditação ou visualização, onde nos elevamos, deixando para trás as preocupações, responsabilidades e “lutas” que nos prendem ao mundo material. Ao fazer isso, podemos nos conectar com o nosso “Eu maior”, nosso “aspecto espiritual mais sublime”.

Essa conexão não acontece pelo intelecto, mas “com o corpo, com as sensações”. Ao sentir essa expansão, essa paz e perfeição, percebemos que “força em você é poder”, que “você é eterna, você é grande”. Essa é uma independência e uma conquista onde o mundo não nos domina, mas nós é que dominamos o mundo, selecionando o que tem a ver e exercendo escolhas conscientes.

A Dignidade Está Dentro: Não Precisamos de Reflexos Alheios

Gasparetto finaliza reforçando que “a vida é sensações” e que o que realmente importa é se sentir bem. A fonte da vida e a consciência cósmica estão em nós, e nossa maior afirmação deve ser aquilo que sentimos, não ideias ou dogmas.

A verdadeira dignidade está dentro de nós, e é ela que nos dá plenitude, alegria e o prazer de viver.

O segredo do sucesso e da capacidade de ajudar os outros está em ser a gente, cuidar de si mesmo e assumir o próprio poder.

Se você se identificou com essa mensagem, talvez seja a hora de “soltar a franga” e se permitir ser a pessoa poderosa e plena que você realmente é! 🤭


Notas:


Outros posts com lições de Gaspareto: 

Auto-observação para VIDA REAL

Gasparetto – Sobre a REALIDADE

O Preço Oculto da Autodesconsideração