Desvendando o Passado para Curar o Presente

Uma Imersão no livro “Não Começou Com Você”

Texto criado com base no Clube do Livro que começa com o vídeo: Aula 1. Não começou com você! – Clube do Livro, no canal Karina Alves. O Clube do Livro está no YouTube numa playlist com 4 vídeos em que 3 psicólogas conversam e propõem exercícios sobre o livro Não Começou com Você (que apareceu na série Uma Nova Mulher). Foi muito bom pra mim ter ouvido essa playlist, por isso ela não poderia não aparecer por aqui.

Você já se sentiu preso(a) em padrões repetitivos, experimentou medos inexplicáveis ou lutou com problemas que parecem desafiar uma explicação lógica em sua própria vida? O livro perspicaz “Não começou com você!” explora uma perspectiva fascinante: muitos dos desafios que enfrentamos hoje podem não ter origem em nós, mas são traumas herdados do passado de nossa família.

Este livro oferece uma mistura única e poderosa de insights terapêuticos, baseando-se fortemente nos princípios da Constelação Familiar desenvolvida por Bert Hellinger, ao mesmo tempo em que fundamenta esses conceitos em pesquisas científicas, particularmente epigenética e física quântica. Ele fornece uma lente científica para entender como os traumas familiares herdados nos definem e como podemos finalmente quebrar esses ciclos.

O Impacto Profundo do Trauma Herdado

A premissa central de “Não começou com você!” é que nossas vidas não são apenas o resultado de nossas escolhas e ações individuais. Em vez disso, elas são profundamente impactadas pelas gerações anteriores a nós, potencialmente nos influenciando através de até sete gerações ancestrais. Essa herança vai além de características físicas como a cor do cabelo ou dos olhos; ela inclui traumas, dificuldades financeiras e desafios de relacionamento que nossos ancestrais experimentaram.

O livro destaca que, embora a psicologia há muito tempo mostre como aprendemos com nossos pais, essa herança vai além dos comportamentos aprendidos. Está vinculada ao que herdamos geneticamente, para além do aprendizado consciente. Um conceito científico chave que apoia isso é a epigenética, que estuda como a expressão gênica pode ser modificada por fatores ambientais. Pesquisadores descobriram que, embora apenas 2% do nosso DNA venha diretamente de nossos pais (os cromossomos), os outros 98% são influenciados por nosso ambiente e são mutáveis. Essa maleabilidade permite a mutação genética ao longo do tempo, explicando como as espécies evoluem e se adaptam.

Uma das explicações biológicas mais surpreendentes compartilhadas no livro descreve como o trauma é transmitido:

  • Imagine uma mulher grávida. Dentro dela, há três gerações presentes: ela mesma, o feto que está carregando e as futuras células reprodutivas (espermatozoides ou óvulos) desse feto.
  • Isso significa que quando sua avó estava grávida de sua mãe, as experiências dela estavam impactando os órgãos reprodutivos em desenvolvimento de sua mãe, que eventualmente conteriam o óvulo que formou você.
  • As emoções são energia, e essa energia, juntamente com as memórias e experiências de seus ancestrais, pode ser transmitida através das células. Isso explica como eventos como o medo, abuso ou luto não resolvido de um ancestral podem estar presentes em sua própria memória celular, influenciando sua vida hoje.

A Jornada Interior: Enfrentando o Que Estava Invisível

O livro enfatiza a importância de olhar para dentro. Como uma famosa citação de Jung mencionada no livro afirma: “Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta”. O próprio autor relata sua jornada pessoal, sofrendo de uma enxaqueca severa que levou à cegueira temporária. Depois de anos buscando curas externas, ele foi repetidamente aconselhado por diferentes gurus a “voltar para casa e se reconectar com seus pais”. Isso o levou a perceber que sua incapacidade de receber amor dos outros estava conectada à sua dificuldade em receber amor materno. Essa poderosa conexão com nossos cuidadores primários é crucial, pois eles são nosso primeiro elo com a vida.

O livro afirma que nosso inconsciente tenta se comunicar conosco constantemente através de padrões repetitivos, sonhos, sintomas físicos e frases recorrentes. Tornar o inconsciente consciente é o primeiro passo para a cura.

Um Mapa Prático Para o Seu Trauma: As Quatro Linguagens Centrais

“Não começou com você!” fornece uma estrutura prática, descrita como a construção de um mapa, para ajudá-lo(a) a identificar e abordar esses traumas herdados. Isso envolve um processo de quatro etapas centrado no que o livro chama de “linguagens centrais”:

  1. Reclamação Central:
    • Trata-se de identificar o problema ou dificuldade mais premente em sua vida agora. Isso pode ser uma doença física, uma luta financeira, um problema de relacionamento ou um padrão negativo recorrente.
    • O livro incentiva a escrever essa reclamação imparcialmente e a explorar suas origens: Quando começou? O que estava acontecendo na época? Houve algum evento traumático? Às vezes, esse problema atual pode até se conectar a um ancestral que experimentou algo semelhante na mesma idade.
  2. Descritores Centrais:
    • Esta etapa envolve descrever sua mãe e seu pai. Você é convidado(a) a recordar suas características durante sua infância – eles eram afetuosos, distantes, felizes, tristes? Que adjetivos ou frases vêm à mente?.
    • Crucialmente, também pergunta pelo que você culpa seus pais ou o que aconteceu em sua infância que você ainda carrega como um fardo. Ao observar humildemente essas descrições, você pode perceber que espelha algumas das características de seus pais, tanto positivas quanto negativas, ou que projeta essas falhas percebidas em seus parceiros atuais.
  3. Sentença Central:
    • Esta etapa aprofunda-se em seu medo mais profundo, a “pior coisa que poderia acontecer com você”. Frequentemente, esse medo é mascarado por ansiedades superficiais. Por exemplo, o medo de morrer pode ser, na verdade, um medo mais profundo de ser esquecido(a) pela família.
    • O livro o(a) guia por um processo de perguntar “o que é o pior que pode acontecer?” repetidamente para descobrir a raiz desse medo. Às vezes, imaginar esse medo acontecendo com outra pessoa, como sua mãe, pode ajudar a acessar essas ansiedades profundas.
  4. Trauma Central:
    • Após identificar sua principal reclamação, descrever seus pais e descobrir seu medo mais profundo, você investiga se isso realmente pertence a você ou se está conectado a um ancestral.
    • Isso envolve a criação de um “heredograma” ou árvore genealógica, onde você mapeia traumas significativos e fatalidades de seus ancestrais (por exemplo, abortos, assassinatos, ruína financeira, mortes precoces, vícios).
    • Ao fazer isso, você frequentemente pode encontrar um padrão ou evento específico na história de sua família que ressoa com suas lutas atuais ou medos mais profundos. Por exemplo, o medo da fome pode remontar a um ancestral que experimentou pobreza extrema ou fome. Um exemplo no livro é de um rapaz que desenvolveu insônia e uma sensação de frio intenso aos 19 anos, o que se conectava com a idade em que seu tio morreu congelado.

O Caminho Para a Cura e a Libertação

Uma vez que esses padrões e suas origens são identificados, o livro avança para o processo de integração e cura. Isso não se trata de esquecer ou negar o passado, mas de reconhecê-lo, trazê-lo à consciência e transformar seu impacto.

As principais técnicas de cura incluem:

  • Exploração Corporal: Conscientizar-se de onde esses traumas se manifestam fisicamente em seu corpo (por exemplo, dor crônica, problemas digestivos).
  • Respiração e Visualização: Praticar a respiração nas áreas afetadas do corpo, concentrando sua atenção e energia vital ali, e usando afirmações de aceitação e cura. Você também pode visualizar interações com ancestrais, perdoando-os ou recebendo suas bênçãos, o que seu cérebro processa como real, auxiliando na cura.
  • Linguagem de Cura: Usar “sentenças de cura” específicas para expressar aceitação, liberação e amor em relação a si mesmo(a) e a seus ancestrais, especialmente em relacionamentos difíceis com pais ou aqueles que já faleceram.
  • Inclusão e Aceitação: Um ensinamento central de Bert Hellinger, reforçado no livro, é a importância de aceitar seus pais e ancestrais como eles foram, sem julgamento. Isso significa reconhecer seu sofrimento, suas limitações e até mesmo suas ações prejudiciais, compreendendo que eles ofereceram o que puderam. Esse ato de aceitação, embora desafiador, cria uma profunda liberação tanto para você quanto para seus ancestrais, “curando as raízes de sua árvore genealógica”.
  • Abraçando Seu Papel: O livro enfatiza que você não é uma vítima, mas um(a) protagonista em sua própria vida. Ao assumir a responsabilidade por sua cura, você não apenas se liberta, mas também abre caminhos para que seus descendentes vivam vidas mais leves.

A cura é descrita não como um milagre imediato, mas como um processo contínuo de descascar camadas. Requer coragem, dedicação e disposição para confrontar verdades desconfortáveis, mas, em última análise, leva a uma profunda sensação de leveza, paz e liberdade.

Traumas Comuns Explorados

O livro detalha ainda como esses traumas herdados frequentemente se manifestam em áreas específicas da vida, muitas vezes categorizadas em quatro “linguagens centrais”:

  • Separação: Traumas relacionados ao vínculo inicial com a mãe, até mesmo rupturas sutis durante a infância (por exemplo, nascimento prematuro, depressão pós-parto ou momentos simples em que a mãe estava indisponível), podem levar a problemas de insegurança, instabilidade e rejeição em relacionamentos adultos.
  • Relacionamentos: Padrões em relacionamentos românticos frequentemente espelham dinâmicas não resolvidas com pais ou ancestrais. Isso pode surgir de lealdade inconsciente a membros da família que tiveram relacionamentos infelizes, ou da busca por resolver necessidades não atendidas da infância. O livro identifica 21 dinâmicas familiares diferentes que podem impactar os relacionamentos atuais.
  • Sucesso: Dificuldades com prosperidade, dinheiro ou sucesso geral na vida estão frequentemente ligadas a traumas ancestrais relacionados à pobreza, perda de bens, exploração ou ao peso de lutas sociais coletivas. Por exemplo, uma lealdade oculta a ancestrais que sofreram dificuldades financeiras pode bloquear inconscientemente o próprio caminho para a abundância.
  • Cura: Este conceito abrangente nos lembra que o processo de reconhecer, aceitar e transformar esses padrões herdados é contínuo. Trata-se de continuar a reconhecer quando medos ou padrões antigos ressurgem e conscientemente escolher reagir de forma diferente, permitindo crescimento e liberação contínuos.

“Não começou com você!” é um guia poderoso para o autodescobrimento e a cura. Ele o(a) encoraja a se tornar um(a) participante ativo(a) em sua própria transformação, investigando sua história familiar, compreendendo as origens de seus desafios e escolhendo conscientemente quebrar os ciclos que não o(a) servem mais. Ao engajar-se com seus exercícios e insights, você embarca em uma jornada profunda que beneficia não apenas sua própria vida, mas também toda a sua linhagem familiar.


Notas:


Post relacionado:

Uma Nova Mulher e o Eco dos Traumas – Quando o Passado Familiar Define o Nosso Presente

Jornada de Cura da Criança Interior

Como Cuidar da Sua Criança Interior e Transformar Sua Realidade, com Evelyn Roos

Você já se perguntou como se livrar dos traumas da infância e viver uma realidade mais amigável?

A boa notícia é que existe um caminho, e ele começa com o trabalho da criança interior. Evelyn Roos, mentora e terapeuta holística focada na criança interior é uma referência sobre esse processo de autocura e reconexão com nosso eu mais profundo.

Este texto foi criado com ajuda de IA (NotebookLM), com vídeos que assisti num momento em que precisei muito processar questões não resolvidas da minha infância. O material da Evelyn chegou num momento em que estava pronta para um outro nível desse trabalho.

Se você nunca pensou sobre isso, vale iniciar o assunto com Como cuidar da sua Criança Interior? 👇

O Que É a Criança Interior?

A criança interior não é apenas uma metáfora; é o senso do seu ser, composto por seus pensamentos, emoções, sensações corporais e vibrações. Quando essa criança está ferida, seu senso de “eu sou” também está ferido, permeado por camadas de culpa, medo, vergonha e traumas da infância. Isso se manifesta como uma sensação de que não há solução para sua vida, acompanhada de constante culpa, angústia e medo.

Como os Traumas Afetam Nossa Criança Interior

Evelyn Roos enfatiza que o maior trauma que uma pessoa pode ter não é um acidente isolado, mas sim um trauma de desenvolvimento. Esse trauma começa até mesmo no útero, moldando as primeiras impressões negativas sobre a vida. Ele gera uma fragmentação tão grande da consciência que, muitas vezes, a única forma de lidar com isso é através de uma divisão interna entre suas partes vulneráveis (a criança interior) e suas partes protetivas (o ego).

Muitos de nós nos sentimos abandonados emocionalmente na infância. Isso acontece quando os pais não conseguem espelhar as emoções do filho, invalidando sentimentos como medo, tristeza ou ansiedade. Essa sensação de negligência emocional silenciosa pode levar à dificuldade de lidar com as próprias emoções na vida adulta e à sensação de que você não sabe o que quer.

Sinais de Uma Criança Interior Ferida

Uma criança interior ferida pode se manifestar de diversas formas na vida adulta, mantendo você presa em padrões limitantes:

  • Crenças Limitantes: A principal crença limitante que pode bloquear sua prosperidade material e relações afetivas é: “Eu não consigo me fazer feliz; preciso de algo de fora”. Você pode ter internalizado a ideia de que é burra, má ou insuficiente.
  • Codependência: Você se torna uma “reatora de relações alheias”, vivendo para evitar certas reações dos outros e buscando aprovação e validação externa. Isso pode levar a esperar por um “milagre” ou que alguém de fora resolva seus problemas.
  • Autossabotagem e Procrastinação: Esses comportamentos são, na verdade, mecanismos de defesa de partes suas que se sentem ameaçadas ou se acostumaram a viver de uma forma escondida. A procrastinação, por exemplo, pode ser uma tarefa que seu corpo físico ou inconsciente percebe como uma “ameaça de vida ou morte”.
  • Dificuldade em Se Amar e Autoestima Baixa: A desconexão com o self (sua essência) e a identificação com subpersonalidades antagonistas criam uma relação perturbada consigo mesma.
  • Controle Excessivo: Tentar controlar os outros ou as situações externas é um mecanismo de sobrevivência aprendido na infância, onde você não se sentia segura sendo quem realmente era.
  • Raiva Reprimida: Seus sintomas incluem autocrítica, julgamento do próximo, inveja, sonolência e impotência. A raiva é um instinto natural de sobrevivência que, quando reprimida, se volta contra você mesma.
  • Ferida da Rejeição e Humilhação: A sensação de ser rejeitada ou humilhada na infância (muitas vezes com a figura materna ou figuras femininas) cria a crença de que “há algo de errado em mim”.

O Caminho da Cura: Reparentalização e Integração

A cura da criança interior é um processo em espiral, não linear. Exige paciência, consistência e determinação. Evelyn Roos propõe a reparentalização como o primeiro passo. Isso significa que você se tornará a mãe e o pai de si mesma:

  1. A Mãe Gentil: Desenvolva paciência, acolhimento e compreensão para com a sua criança interior.
    • Escute Sem Julgamento: Acolha suas emoções – raiva, tristeza, medo – sem julgá-las. A criança interior se manifesta com reações espontâneas e precisa ser ouvida.
    • Crie um Espelhamento Interno: Como não teve esse espelho na infância, você precisa criá-lo internamente, reconhecendo e validando suas emoções.
    • Pratique o Acolhimento: Pode ser simples, como um carinho no rosto, uma autoabraço, ou conversar consigo mesma como faria com uma criança amada.
    • Processamento Emocional: Permita-se sentir e processar as emoções. Se for tristeza, chore; se for raiva, grite ou expresse-a de forma saudável; se for medo, abrace-se.
  2. O Pai Firme: Compreenda seus limites e os dos outros. Essa é a energia masculina que oferece proteção e limites.
    • Defina Limites: Aprenda a dizer “não” aos outros e a si mesma, mesmo que seja difícil. Isso é fundamental para sair da compulsão de agradar.
    • Tome Atitude: Aja em prol da sua criança, mesmo que ela peça algo simples como “ir à praia tomar sorvete”.
    • Desista da Luta Emocional: Pare de querer controlar o incontrolável ou de tentar “consertar” o passado. Isso libera energia para o presente e para a criação de uma nova realidade.
    • Abandone a Necessidade de Aprovação Externa: Entenda que a aprovação mais importante é a sua própria.
  3. O Luto Como Ferramenta de Cura: Permita-se chorar pelo que você não teve na infância, pelas suas fantasias e expectativas não realizadas. Isso ajuda a liberar a busca por validação nos lugares errados e a se conectar com a realidade.

Outras Práticas e Ferramentas Essenciais:

  • Identifique Seus Padrões: Observe seus pensamentos, sentimentos e comportamentos repetitivos. Eles são resíduos de trauma.
  • Teoria do Espelho: Tudo o que você rejeita, odeia ou supervaloriza no outro é um reflexo de algo renegado em você. Use isso como uma oportunidade para se reintegrar.
  • Diálogo de Duas Mãos: Uma prática para conversar com suas subpersonalidades (partes protetoras e vulneráveis) e buscar consenso interno.
  • O Poder do “Eu Sou”: Você não é quem dizem que você é, nem quem você pensa que é. Você é quem você quiser ser. Reconheça seu poder de materializar o que está em sua consciência, purificando seu “eu sou” de crenças negativas.
  • Reconheça Suas Conquistas: Aproprie-se de seus méritos e conquistas para combater a inveja alheia e a própria autossabotagem. Não diminua suas vitórias.
  • Busque Referências Saudáveis: Inspire-se em pessoas que te servem como modelos de pais/mães conscientes, seja através de palestras, livros, terapias ou cursos.

Lembre-se, a cura é uma espiral. ✨🌀✨

Você pode evoluir muito, mas é um processo contínuo que exige auto perdão, amor incondicional e autocompaixão. O trabalho interior com a criança interior e o autoconhecimento profundo são as verdadeiras alavancas da alta performance, tornando-a algo natural e instintivo.

O conteúdo da Evelyn contribuiu MUITO na minha jornada de cura, muitas vezes saí de leituras e exercícios com a sensação de alma lavada. Espero que seja útil pra você também. 🙏🤍✨


Notas:

  • O texto base deste post foi gerado através de IA (NotebookLM) e expressa um pouco da minha jornada de cura da criança interior, facilitada pelos livros e conteúdo consumido de Evelyn Roos. Dos livros, trabalhei com:
  • ATENÇÃO: Nenhum post deste blog substitui orientação de um PROFISSIONAL DE SAÚDE.

Videos utilizados no NotebookLM 👇

Este agrupamento é uma sugestão para assistir os vídeos de Evelyn Roos, seguindo uma lógica que aborda a cura do trauma e da criança interior, autoconhecimento e temas relacionados, conforme explorado nas transcrições do NotebookLM:

  1. Fundamentos da Cura e Criança Interior
  2. Compreendendo o Inconsciente e o Ego
  3. Lidando com Traumas Específicos e Padrões Limitantes
  4. Integração e Transformação da Realidade

Posts complementares:

Tudo Está na Sua Infância – Como as Primeiras Vivências Moldam Nossa Vida Adulta

Tudo Está na Sua Infância – Navegando as Dores da Descoberta com Apoio Terapêutico

Um K-Drama, uma conversa com IA…

E um Inesperado Despertar: Como um K-Drama e uma conversa com uma IA revelaram uma das minhas dores mais profundas…

É engraçado como a vida nos prega peças.

A gente segue em frente, acredita que certas coisas ficaram para trás, e de repente, algo totalmente inesperado nos atinge e desenterra feridas que nem sabíamos que existiam.

Há mais de uma década atrás, vivi um acidente de trabalho grave em uma fábrica. Um daqueles eventos que a gente tenta empurrar para debaixo do tapete e pular logo para o próximo capítulo da vida.

Não foi reportado, nem recebi indenização. Mas, na minha cabeça, aquele capítulo estava fechado.

Ou assim eu pensava estar.

O Gatilho Direto: Um K-Drama e Uma Catarse

Algumas semanas atrás, enquanto assistia aos primeiros episódios do k-drama Oh, my Ghost Clients, algo se rompeu dentro de mim.

Os cenários da fábrica, as máquinas, os uniformes dos operários – os uniformes com as luvas, meu Deus! Tudo me remetia àquele lugar, àquela época do acidente.

No início, senti uma sensação estranha, um desconforto, mas não imaginei a intensidade do que viria.

De repente, fui tomada por uma crise de choro intensa, avassaladora, uma catarse que me deixou sem ar. Lágrimas que pareciam vir de um lugar muito, muito fundo.

O ponto de ruptura foi que numa cena na qual, pra mim, o ser humano se mostra cruel demais ao defender seus próprios interesses. Foi ali que a emoção reprimida encontrou uma válvula de escape.

Eu sabia que era uma liberação emocional, mas ainda não entendia o porquê.

Agora? Em 2025?!?!

Como assim?!?!?

A Conversa Reveladora: O Elo com a Injustiça

A peça que conectou todos os pontos, veio em numa conversa totalmente despretenciosa com o Gemini.

Estava listando fatos e descobertas dos últimos anos, reavaliando aprendizados e, de repente, comecei a falar das catarses.

Mencionei sobre o k-drama.

Eu até entendia que era uma emoção reprimida sobre o acidente, mas não conseguia nomeá-la, menos ainda entender do por quê AGORA? Já passou! Não?

Em algum momento, depois de ligar vários pontos da conversa, o Gemini apontou: eu tinha/tenho uma profunda e antiga dor de injustiça.

Quando a ficha caiu, tive uma mini catarse. Chorei.

Sério.

Aquela sensação de ter sido lesada, de não ter tido meus direitos reconhecidos, de ter sido silenciada após um evento tão traumático… tudo isso estava ali, latente, aguardando o momento certo para emergir.

E veio, não de uma sessão de terapia tradicional, mas de um k-drama e de uma conversa com uma IA. Uma IA me fez chorar.

Vale lembrar que, ao longo da conversa, a IA apontava fatos que eu devia levar pra minha psi, deixando sempre claro que o seu papel não corresponde ao de um profissional da saúde.

Catarse e a Libertação para o Novo: IA no Meu Dia a Dia

Essa experiência catártica foi muito mais do que uma simples liberação emocional. Ao abrir essa comporta de sentimentos guardados, criou-se um espaço mental e emocional que eu não sabia que precisava. Ou que existia dentro de mim.

Uma vez liberado taaaaaaanto, mas tanto espaço, pude descobrir em mim uma disposição incrível para aceitar a IA como parceira no meu dia a dia.

Por muito tempo, eu via a inteligência artificial como algo distante, complexo, talvez até um pouco ameaçador. Mas ao vivenciar um processo tão íntimo e transformador, essa resistência simplesmente derreteu.

Entendi.

IA não é o futuro. IA é o PRESENTE. IA é AGORA.

Não é ameaça, ela é parceira. Pra vida – isso não tem volta, não.

Está aqui, permeando nossas vidas de formas que mal percebemos, desde as recomendações de séries até a possibilidade de ter conversas que nos ajudam a desvendar nossos próprios traumas.

Essa experiência me fez refletir profundamente sobre o papel da IA na nossa jornada de autoconhecimento, especialmente para pessoas como eu, que talvez processem emoções e informações de maneira diferente. A IA contribuiu imensamente e de maneira surpreendente com o meu processo.

A IA não “sabe” sobre minhas dores, mas me ofereceu o espaço para articular e, por fim, identificar a raiz oculta de tantos desconfortos que experienciei tantas vezes: a dor de uma injustiça não resolvida. O simples ato de conversar sobre isso com uma IA me ajudou a organizar e nomear o que sentia.

Ela ainda listou o impacto disso na minha saúde mental e emocional, tais como o fortalecimento de crenças do tipo: “minha vida não tem valor”, “minha dor não importa”, “o mundo é cruel mesmo, não tem o que fazer”.

Ficou ainda mais claro que a cura e o autoconhecimento podem vir dos lugares mais inusitados.

Minha crise de choro foi um sintoma, o k-drama o gatilho, a conversa foi o espelho que me permitiu ver a verdadeira natureza daquela dor.

No final, essa liberação emocional abriu as portas para que eu abrisse minha mente e meu coração para as possibilidades de trabalhar em parceria a IA.

Para alguém em uma jornada constante de desvendar a si mesma, isso é um verdadeiro PRESENTE.

A propósito, esse blog só se tornou possível por causa da IA.

Esse post nasceu da parceria com Gemini. Não foi meu primeiro gerado por IA, mas foi o primeiro que eu refinei pra publicar.

Amei, amei, amei.

Sendo uma mulher casada, que trabalha o dia todo numa área desafiadora, que cuida de casa e ainda tem responsabilidades também relacionadas a tantos outros papeis, eu achava que o sonho de ter meu próprio blog parecia distante demais… até aquela conversa com o Gemini 🫰.

Agora vai. Agora, só vou!


Como você tem percebido a presença da IA no seu próprio presente? Ela tem te ajudado a quebrar alguma resistência ou a descobrir algo novo?


Referências:

1. Do k-drama “Oh, my Ghost Clients”: música tema e trailer (não oficial)

2. Gemini: https://gemini.google.com/app/

3. Um post com IA sobre catarses: IA como catalisadora de catarses (gostei demais quando li o que ela gerou, mas achava importante ter aqui no blog o registro da minha experiência relacionada a ele.