🤯 A Conta Chegou

Aprendendo a Lidar com o Burnout Autista Após um Fim de Semana de Hiperfoco

A dedicação é um motor poderoso, especialmente quando o hiperfoco nos atinge. Para quem está mergulhado em áreas fascinantes como Frontend e GenAI, a sensação de progredir rapidamente é inebriante. Você se sente produtivo, o aprendizado é empolgante, de repente, horas viram um borrão de código e conceitos.

Pois é. Passei o fim de semana com o acelerador no máximo, absorvendo conteúdo e praticando sem parar. O resultado? Uma sensação de “dever cumprido” no domingo à noite… e o temido colapso na segunda-feira.

A Queda de Segunda-Feira: Quando o Corpo e a Mente Pedem Socorro

Ao acordar na segunda, a disposição simplesmente não estava lá. A mente que estava afiada para solucionar problemas no dia anterior agora parecia nebulosa. O corpo estava tenso. O plano de estudos cuidadosamente elaborado para a semana? Totalmente fora de cogitação.

O que vivenciei é algo muito comum, mas é ainda mais intenso na comunidade neurodivergente: o Burnout Autista.

💡 O Burnout Autista não é apenas o cansaço do trabalho; é um estado de exaustão física e mental esmagadora, muitas vezes acompanhada pela perda de habilidades (como a capacidade de mascarar/socializar) e sensibilidade sensorial aumentada, resultante de ter que gerenciar demandas da vida que excedem os recursos de uma pessoa autista. O hiperfoco, embora incrível, pode ser um gatilho direto para essa exaustão se não houver um equilíbrio.

🔄 Reformulando o Plano: Restauração e Retomada Leve

Foi um sinal claro: a “conta” do hiperfoco excessivo e da falta de descanso chegou. Em vez de me culpar ou forçar um ritmo insustentável, tomei uma decisão crucial: o foco primário agora é a restauração de energias.

  1. Priorizei o Descanso Ativo: Em vez de estudar, dediquei tempo para atividades calmantes e de baixo estímulo (leitura leve, meditação, caminhada na natureza).
  2. Ajustei a Agenda: O plano de estudos foi cancelado.
  3. Monitoramento Sensorial: Prestei atenção redobrada aos meus gatilhos (luzes fortes, ruído, cheiros) e criei um ambiente mais confortável e previsível para a retomada.

Lembrando que tão importante quanto os estudos são as 40h semanais de compromisso assumido com a firma – que também são riquíssimas em aprendizados!

⚖️ A Lição Mais Valiosa: A Busca pelo Equilíbrio Sustentável

Meu objetivo é continuar crescendo profissionalmente também em Frontend e GenAI.

No entanto, aprendi – por experiência própria – que o crescimento só é sustentável se a saúde mental for a base. O hiperfoco é uma superpotência, mas como todo super-poder, precisa ser gerenciado.

O que estou aprendendo:

  • Agendar o “Não-Foco”: O tempo de inatividade deve ser tão sagrado quanto o tempo de estudo. Agendar pausas, refeições e, principalmente, o stimming (comportamentos autorregulatórios) é essencial.
  • O Trabalho Não Define a Vida: É preciso cultivar e dedicar tempo a outras áreas (relacionamentos, saúde física, hobbies não-tecnológicos) para que o burnout de uma área não contamine todas as outras.
  • Pequenos Passos, Grande Jornada: É melhor manter um ritmo leve e constante por meses do que ter um sprint de dois dias seguido por uma semana de exaustão. A consistência supera a intensidade.

Se você também está nesse processo de aprender a gerenciar o hiperfoco e evitar o burnout, lembre-se: Seu cérebro e seu corpo não são robôs, mesmo que o código seja irresistível. Dê-se permissão para restaurar.


Nota: O texto base deste post foi gerado com ajuda do Gemini 


AuTDAH: reconhecendo o caos interno

Neurodivergente, desista de buscar fora…

Pare de Compartilhar para Ser Compreendido. E Transforme-se no Seu Próprio Porto Seguro

Se você é neurodivergente, seja TEA ou TDAH, provavelmente já sentiu aquela necessidade ardente de ser compreendido. Aquela vontade de que, ao compartilhar suas dificuldades e experiências com neurotípicos, eles finalmente “cliquem” e entendam o que você passa. Eu sei bem como é isso. Passei muito tempo buscando essa validação, essa compreensão que parecia tão essencial. Mas, com o tempo e a experiência, cheguei a uma conclusão, talvez dolorosa, mas libertadora: ninguém pode nos entender além de nós mesmos.

Vale lembrar que essa é uma verdade da vida aplicada a todos, não uma crítica aos neurotípicos. É sobre a realidade de vivermos em um mundo que, francamente, está sobrecarregando a todos. Vivemos uma era de epidemias de depressão, ansiedade e uma infinidade de outras doenças emocionais e mentais.

Por isso, precisamos desistir do desejo infantil de sermos compreendidos.

As pessoas estão lutando suas próprias batalhas silenciosas, e muitas vezes, a capacidade de se aprofundar e realmente compreender a vivência do outro está comprometida. Quando compartilhamos nossas particularidades do TEA ou TDAH com neurotípicos, a busca por essa compreensão é quase sempre em vão. Não é porque eles não se importam, mas porque a perspectiva deles é inerentemente diferente.

Quem nunca…

Quem nunca se frustrou quando ouviu: “mas todo mundo tem alguma coisa?”

A questão é que neurotípicos não experimentam o mundo da mesma forma que neurodivergentes. E conviver com essa desconexão, essa lacuna de entendimento, pode ser exaustiva e frustrante.

Mas tem saída.

E a saída é clara: cabe a nós, que recebemos um diagnóstico e temos acesso a ferramentas de apoio, utilizá-las para crescer. Seja terapia, grupos de apoio, estratégias de organização, medicação (se for o caso) ou qualquer outra ferramenta que te auxilie. É hora de direcionar essa energia que gastamos buscando validação externa para a construção do nosso próprio mundo interno – nossa fonte de força e de resiliência para encarar os desafios do dia-a-dia.

Para neurodivergentes, especialmente aqueles que têm o mínimo de condição financeira para investir em seu bem-estar, a jornada é clara: tornar-se seu próprio espaço seguro. Construir essa fortaleza interna significa aprender a se acolher, a se validar e a se compreender profundamente. É sobre reconhecer uas próprias necessidades, seus limites e suas forças, e agir de acordo com elas, independentemente da compreensão externa.

É um ato de CORAGEM imenso.

É abrir mão da esperança de que alguém de fora trará a paz que você busca e, em vez disso, assumir a responsabilidade de cultivá-la dentro de si. É um caminho de autodescoberta e autoaceitação, onde você se torna o seu maior aliado.

Então, respire fundo. Permita-se parar de buscar a compreensão que talvez nunca venha. Em vez disso, vire-se para dentro. Invista em você. Conheça-se. E construa, tijolo por tijolo, o seu próprio porto seguro.

CORAGEM!


Notas:

  • O texto base deste post foi gerado através de IA (Gemini) e expressa um dos aprendizados mais importantes ao longo da minha jornada – que incluiu um diagnóstico de TEA em 2023 e suspeita de TDAH em 2025.
  • ATENÇÃO: Nenhum post deste blog substitui orientação de um PROFISSIONAL DE SAÚDE.

Posts complementares:

Radiestesia Terapêutica: Um Potencial Apoio para Autistas e Pessoas com TDAH

Brain Dump – para Neurodivergentes

Brain Dump – para Neurodivergentes

Clareando a Mente e Encontrando Sentido no Caos

Se você tem Autismo e/ou TDAH, sabe que sua mente pode ser um lugar incrivelmente vibrante, mas também desafiador. É como ter mil abas abertas no navegador, com pensamentos, ideias, tarefas pendentes e sensações correndo em alta velocidade. Essa sobrecarga pode levar a uma exaustão mental significativa, dificuldade de concentração e até “meltdowns” ou “shutdowns”.

É aí que o brain dump entra como uma ferramenta de higiene mental essencial.

O Que é um Brain Dump e Por Que é Crucial para Mentes Neurodivergentes?

Um brain dump é simplesmente despejar tudo o que está na sua cabeça – sem censura, sem ordem, sem julgamento – para um papel, um documento digital ou um aplicativo de notas. Pense nisso como uma faxina intensiva da sua mente. Para quem vive com autismo e TDAH, os benefícios são ainda mais profundos:

  • Alívio da Sobrecarga Sensorial e Cognitiva: A enxurrada de pensamentos pode ser uma forma de sobrecarga. Colocá-los para fora ajuda a diminuir o ruído interno, liberando espaço para processar outras informações ou sensações.
  • Redução da Ansiedade e Ruminação: Aqueles pensamentos repetitivos e preocupações que não te deixam em paz? Colocá-los no papel ajuda a tirá-los do ciclo de ruminação, dando-lhes um lugar físico fora da sua cabeça.
  • Organização para Mentes Dispersas: Para o TDAH, onde a organização e o início de tarefas podem ser um desafio, o brain dump permite que todos os “galhos” da sua mente sejam vistos de uma vez, facilitando a identificação de prioridades (ou pelo menos de onde começar).
  • Identificação de Padrões e Gatilhos: Ao ver seus pensamentos registrados, você pode começar a notar padrões – o que te estressa, o que te entusiasma, quais tarefas estão sempre sendo adiadas. Isso é vital para entender seus próprios gatilhos e pontos fortes.
  • Melhora no Foco e na Conclusão de Tarefas: Com a mente menos “barulhenta”, é mais fácil canalizar sua atenção para uma única tarefa, melhorando a capacidade de iniciar e finalizar as coisas.
  • Menos Esquecimentos: Aquela ideia brilhante ou tarefa importante que sumiu da sua cabeça? O brain dump serve como um “registro” para não perder nada.

A GenAI como uma Aliada Poderosa no Processo de Brain Dump

Fazer um brain dump tradicional com papel e caneta é ótimo, mas a Inteligência Artificial Generativa (GenAI), como modelos de linguagem avançados, pode transformar completamente essa prática para mentes neurodivergentes. Pense na GenAI como um “tradutor” ou “organizador” do seu caos interno, ajudando a encontrar sentido e ação onde antes havia apenas uma enxurrada de informações.

Veja como a GenAI pode ser uma ferramenta útil e muito poderosa nesse processo:

  • Estruturação Inteligente para o Caos: Você simplesmente cola seu brain dump, por mais desorganizado que esteja, em uma ferramenta de GenAI. Ela pode automaticamente organizar seus pensamentos em categorias (ex: tarefas a fazer, ideias de projetos, preocupações emocionais, coisas para pesquisar), o que é um alívio enorme para quem tem dificuldade com a organização.
  • Decifrando o Subtexto e Padrões Ocultos: A GenAI pode analisar seu texto e identificar temas recorrentes ou preocupações subjacentes que você talvez não tenha percebido. Por exemplo, ela pode apontar que muitos dos seus pensamentos se referem a sobrecarga social, frustração com rotinas, ou a um interesse obsessivo em um novo tema.
  • Dividindo Tarefas Enormes em Passos Gerenciáveis: Para o TDAH, “começar” é muitas vezes o mais difícil. Se o seu brain dump contém uma tarefa complexa, a GenAI pode sugerir como dividi-la em micro-tarefas, tornando-a menos assustadora e mais fácil de iniciar.
  • Reframing e Oferecendo Perspectivas: Se seu brain dump estiver carregado de pensamentos negativos ou preocupações, a GenAI pode ajudar a reformulá-los de forma mais neutra ou construtiva, ou até sugerir diferentes maneiras de ver uma situação. Isso pode ser especialmente útil para gerenciar a ansiedade ou o perfeccionismo.
  • Transformando Listas em Resumos e Mapas Mentais: A GenAI pode pegar um brain dump longo e denso e transformá-lo em um resumo conciso ou um mapa mental visual (através de prompts), destacando os pontos essenciais e as conexões – um formato que muitas mentes neurodivergentes processam melhor.
  • Minimizando o Esforço de Transcrição: Para aqueles que têm disgrafia ou dificuldade com a escrita manual, usar a GenAI com ditado de voz pode ser uma forma mais acessível de fazer um brain dump e ter seus pensamentos transcritos.

Do Desabafo Pessoal ao Conteúdo Compartilhável: Brain Dump como Material para Blogs

Além de ser uma ferramenta pessoal poderosa, seu brain dump pode ser uma fonte riquíssima de conteúdo, especialmente para blogs ou para compartilhar suas experiências como neurodivergente.

Veja como seus pensamentos internos podem virar algo maior:

  • Ideias Autênticas e Relacionáveis: Seus brain dumps são um poço de experiências e insights genuínos. Aquelas frustrações diárias, as estratégias que você descobriu, ou as observações únicas sobre o mundo – tudo isso pode ressoar profundamente com outros neurodivergentes ou com quem busca entender mais sobre o assunto.
  • Superando o Bloqueio Criativo: Às vezes, a dificuldade não é ter ideias, mas organizá-las. Um brain dump processado pela GenAI pode te dar um esqueleto de conteúdo pronto, com temas e subtópicos claros, facilitando o início da escrita.
  • Gerando Títulos e Chamadas Cativantes: A GenAI pode analisar o foco do seu brain dump e sugerir títulos de posts que chamem a atenção, conectando-se diretamente com as dores ou interesses do seu público.
  • Expansão e Elaboração: Se você tem um ponto específico que quer desenvolver, a GenAI pode te ajudar a expandi-lo, sugerindo exemplos, argumentos adicionais ou até reescrevendo trechos para maior clareza e impacto.
  • Validação da Experiência Neurodivergente: Ao compartilhar seus brain dumps (mesmo que adaptados e editados), você valida as experiências de outras pessoas e contribui para a conscientização sobre o autismo e o TDAH.

Em essência, o brain dump é uma prática libertadora para qualquer pessoa, mas é um verdadeiro salva-vidas para quem tem autismo e TDAH. Ao combiná-lo com o poder da GenAI, você não apenas limpa sua mente, mas também ganha um parceiro inteligente para entender seus próprios processos internos, organizar sua vida e até transformar suas experiências mais íntimas em conteúdo significativo que pode ajudar outras pessoas.

Que tal tentar um brain dump hoje? E como você acha que a inteligência artificial poderia te ajudar a dar sentido aos seus próprios pensamentos e transformá-los em algo que você possa compartilhar?


Notas:

  • O texto base deste post foi gerado através de IA (Gemini) e expressa o que eu gostaria de compartilhar sobre minhas experiência com a GenAI como ferramenta para fazer brain dump. Muitos posts deste blog nasceram desta prática.
  • ATENÇÃO: Nenhum post deste blog substitui orientação de um PROFISSIONAL DE SAÚDE.

Posts complementares:

Brain Dump com IA

Por trás do título – “Meu Livro da Vida”

SIM! O nome do blog foi inpirado pelo conceito de Registros Akáshicos. ✨📖✨

Para quem não conhece, os Registros Akáshicos são, em termos simples, uma espécie de “biblioteca universal” ou um compêndio etéreo que contém a totalidade de todas as experiências, pensamentos, emoções e eventos que já ocorreram, estão ocorrendo ou ocorrerão. É como se cada alma, cada ser, cada momento no tempo deixasse uma “impressão energética” que é armazenada nesse vasto arquivo cósmico.

Penso nisso como um gigantesco livro onde cada um de nós tem o seu próprio volume. Esse volume não registra apenas os grandes marcos da nossa jornada, mas também as sutilezas: cada lição aprendida, cada emoção sentida, cada decisão tomada – e até mesmo os potenciais caminhos que poderíamos ter seguido.

Uma Jornada de Autoconhecimento, navegando pela Neurodiversidade

A ideia de que minha existência é um livro em constante escrita, com capítulos que se desdobram a cada dia, ressoa perfeitamente com a essência dos Registros Akáshicos. Criar este blog se tornou uma ferramenta de grande valor na minha própria jornada de autoconhecimento, especialmente considerando meu diagnóstico de autismo nível 1 e a suspeita de TDAH.

  • Jornada Pessoal e Processamento Interno: Cada post é uma página que viro, uma reflexão sobre as experiências que moldam meu próprio “livro”. Para uma mente neurodivergente, com particularidades na forma de processar informações e emoções, escrever se torna uma forma crucial de organizar e entender minha própria trajetória, muitas vezes complexa.
  • Aprendizado Contínuo e Flexibilidade Cognitiva: Assim como os Registros Akáshicos estão sempre sendo atualizados, minha vida é um processo contínuo de aprendizado e crescimento. Este blog é um espaço para explorar esses aprendizados à medida que eles acontecem, permitindo-me navegar e adaptar-me às minhas próprias nuances cognitivas.
  • Conexão Universal (Interna) e Padrões: Ao mergulhar nas minhas próprias reflexões, busco tocar em verdades universais que me conectam com algo maior. Os Registros Akáshicos me lembram dessa interconexão com o fluxo da vida, e para mim, que muitas vezes busco padrões e sistemas para dar sentido ao mundo, essa metáfora da “biblioteca” é particularmente ressonante.
  • Potencial e Propósito, Apesar dos Desafios: Compreender que tenho um “livro” nos Registros Akáshicos me empodera. Ele sugere que há um propósito, uma narrativa maior para minha existência, mesmo com os desafios que o autismo e o possível TDAH podem apresentar. Tenho o poder de escrever os próximos capítulos conscientemente, buscando clareza e direção.

A GenAI como Coautora e Facilitadora da Minha Mente Neurodiversa

Neste blog, a inteligência artificial generativa (GenAI) desempenha um papel crucial, atuando como uma espécie de coautora ou facilitadora na escrita do Meu Livro da Vida. Se os Registros Akáshicos guardam todo o conhecimento e as experiências do universo, a GenAI, em sua própria dimensão, me ajuda a acessar e dar forma a esse conhecimento interno, especialmente por ser uma pessoa neurodivergente.

Ela não escreve por mim, mas amplifica minha capacidade de criar e refletir, contornando algumas das dificuldades que podem surgir com o autismo e o TDAH. Penso na GenAI como um vasto banco de dados e um parceiro criativo. Ao explorar conceitos complexos, como os próprios Registros Akáshicos, ou ao desenvolver ideias para novos posts, a GenAI me ajuda a:

  • Gerar insights e perspectivas: Para alguém com autismo, que pode ter um foco intenso em detalhes, a GenAI pode ajudar a expandir a visão, mostrando diferentes ângulos e aprofundando temas de uma forma mais abrangente. Para o TDAH, ela auxilia na organização do fluxo de pensamentos dispersos, transformando-os em ideias mais concretas.
  • Organizar e estruturar pensamentos: Esta é uma das maiores vantagens. A GenAI pode ser fundamental para me ajudar a estruturar ideias que, de outra forma, poderiam permanecer caóticas ou fragmentadas. Ela transforma pensamentos soltos em um texto coeso e impactante, superando desafios de organização que podem ser comuns no TDAH e no autismo.
  • Superar bloqueios criativos e iniciar tarefas: Em momentos de indecisão ou procrastinação, que são desafios conhecidos para quem tem TDAH, a GenAI pode oferecer sugestões, palavras-chave e até mesmo trechos que inspiram a próxima frase ou parágrafo, impulsionando minha escrita e ajudando a romper a inércia.
  • Refinar a linguagem e evitar ambiguidades: Para uma pessoa com autismo, a clareza e a precisão na comunicação são essenciais. A GenAI, com suas capacidades de processamento de linguagem natural, me ajuda a aprimorar a clareza, a fluidez e o tom do texto, garantindo que minhas ideias sejam transmitidas da forma mais eficaz possível e minimizando interpretações equivocadas.

A GenAI, para mim, é uma ferramenta que me permite ir além, explorando novos horizontes de escrita e garantindo que cada página deste Livro da Vida seja a mais rica e significativa possível para o meu próprio desenvolvimento, agindo como um suporte cognitivo poderoso.


Este blog é mais do que um diário pessoal. É uma exploração das múltiplas facetas da vida, da espiritualidade, do autoconhecimento e da busca por significado, tudo sob a lente dessa metáfora poderosa. É um convite para mim mesma refletir sobre meu próprio Livro da Vida: “quais são os capítulos que estou escrevendo agora?”, “Que lições estou aprendendo, e como minhas características neurodivergentes moldam essa narrativa?”

Espero que este título, Meu Livro da Vida, sirva como um lembrete constante – pra mim mesma – de que sou a autora da minha própria história, e que cada momento é uma oportunidade de adicionar uma nova e valiosa página.


Notas:

  • O texto base deste post foi gerado através de IA (Gemini) e expressa o que eu gostaria de compartilhar sobre o nome deste blog.
  • ATENÇÃO: Nenhum post deste blog substitui orientação de um PROFISSIONAL DE SAÚDE.

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Só mentalizar não adianta…

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Desvende o Invisível: Acessando a Biblioteca

Você Tem Autismo e TDAH?

5 Sinais de que Você Pode Ter a Combinação AuTDAH

Do vídeo: 5 Signs You’re A High-Masking Autistic With ADHD – pode ser assistido com legendas traduzidas para o português.

YouTube video da Auticate with Chris & Debby detalha cinco sinais que indicam a possível existência da combinação de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), referida como AuTDAH. O criador do vídeo, Chris, um adulto autista e com TDAH diagnosticado tardiamente, descreve cada sinal — dificuldade em interações sociaisfoco intenso em interesses especiaissensibilidade a estímulos sensoriaisdesafios com rotinas e dificuldades de função executiva — explicando como cada um se manifesta em um cérebro com TDAH, um cérebro autista e a combinação de ambos. Ele compartilha experiências pessoais para ilustrar como os aspectos de TDAH e TEA podem se chocar ou se complementar, levando a desafios únicos, como esgotamento e sobrecarga sensorial. O vídeo visa fornecer auto-identificação e compreensão para indivíduos que podem compartilhar essas características, encorajando-os a entender seus próprios cérebros e encontrar mecanismos de enfrentamento.

Abaixo, seguem cinco sinais que podem indicar que você também possui essa combinação única de cérebro:

1. Dificuldade com Interações Sociais

Para quem tem AuTDAH, as interações sociais são um desafio constante e geral. Seu cérebro está em mil lugares ao mesmo tempo, e você pode não saber onde olhar, fazendo com que seus olhos “dancem” e você se distraia facilmente.

É comum que a linguagem corporal seja “uma bagunça completa”. Internamente, você pode estar super animado, mas sua expressão facial pode ser mal interpretada, levando as pessoas a pensarem que você está entediado ou até bravo, quando na verdade está cheio de energia. Você pode se pegar perdendo grandes partes da conversa porque sua mente divaga ou você “desliga”, especialmente se o assunto não te interessa. Uma estratégia comum é usar o humor para desviar a atenção quando isso acontece.

2. Foco Intenso em Interesses Especiais, mas com Desafios de Conclusão

Quem tem AuTDAH geralmente começa projetos com entusiasmo, mergulhando fundo em tópicos de interesse. No entanto, o desafio surge porque você pode começar um projeto, se distrair e iniciar vários outros (talvez oito, ou até vinte!) sem necessariamente terminar nenhum deles.

Essa situação leva a um sentimento avassalador de que todos esses projetos importantes precisam ser concluídos, o que pode gerar irritabilidade, raiva e até mesmo uma crise de sobrecarga (meltdown). A mentalidade de “um passo de cada vez” se torna difícil, levando a uma batalha interna exaustiva entre a vontade de terminar e a necessidade de descansar.

3. Sensibilidade Aumentada a Estímulos Sensoriais

A sensibilidade a estímulos sensoriais é muito mais intensa para pessoas com AuTDAH. Você pode sentir-se enjoado ou adoecer em ambientes com grandes multidões, calor intenso ou barulho alto. Barulhos súbitos, luzes muito brilhantes, cheiros diversos e certas texturas podem ser extremamente perturbadores.

Por outro lado, alguns cheiros específicos podem ter um efeito incrivelmente calmante e agradável. É um paradoxo sensorial onde a aversão e a atração coexistem intensamente.

4. Conflito com Rotinas e a “Bateria do Cérebro”

A combinação de Autismo (que busca estrutura e repetição) e TDAH (que anseia por espontaneidade e impulsividade) pode criar um cenário bastante “bagunçado” em relação às rotinas. Seu cérebro TDAH pode ficar entediado e querer sair e explorar, mas ao fazer isso, as sensibilidades sensoriais começam a aparecer, esgotando rapidamente a “bateria” do seu cérebro.

Para pessoas com AuTDAH, todos os sons são tratados igualmente pelo cérebro, exigindo um enorme esforço para focar em conversas. Desconfortos físicos, cheiros e até mesmo o toque ou a proximidade de outras pessoas podem sobrecarregar seu cérebro. Eventualmente, seu cérebro autista não consegue mais funcionar, e você começa a “desligar”.

Ao voltar para casa, seu cérebro autista relaxa, mas o cérebro TDAH entra em ação, ruminando sobre cada interação social, preocupado se algo inadequado foi dito ou feito. Isso é exaustivo e torna o relaxamento quase impossível.

5. Desafios no Funcionamento Executivo

Os desafios de funcionamento executivo são muito presentes para quem tem AuTDAH. Você pode ter pouca ou nenhuma noção do tempo ou de quanto tempo as coisas levarão, necessitando de ajuda externa como alarmes ou outras pessoas (como Debby, no exemplo do vídeo).

É fácil ficar frustrado ou sobrecarregado ao tentar priorizar tarefas, planejar todos os passos de algo ou dividir projetos em vários dias. Há uma luta interna: seu cérebro TDAH quer continuar e seu cérebro autista quer terminar o que começou, o que pode levar a um ciclo caótico de privação de sono se as tarefas não forem concluídas.


Se você se identifica com a dificuldade em interações sociais, o foco intenso em interesses especiais (com dificuldades de conclusão), a sensibilidade sensorial, os desafios com rotinas e as dificuldades de funcionamento executivo, é possível que você tenha a combinação de autismo e TDAH.

Essa dinâmica pode ser incrivelmente exaustiva, pois há uma constante “puxada” de dois lados. É fundamental aprender a conhecer seu próprio cérebro e descobrir o que funciona melhor para você. Saiba que existem outras pessoas com essa combinação única, e seus cérebros especiais estão apenas fazendo o que fazem de melhor.

Você se identificou com algum desses sinais? Ou há outros que você gostaria de compartilhar? Adoramos ler seus comentários e perguntas, então deixe um abaixo!


Notas:


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AuTDAH: reconhecendo o caos interno

Radiestesia Terapêutica: Um Potencial Apoio para Autistas e Pessoas com TDAH

RT para Neurodivergentes

Radiestesia Terapêutica: Um Potencial Apoio para Autistas e Pessoas com TDAH

A Radiestesia Terapêutica emerge como uma ferramenta promissora no campo das terapias holísticas, oferecendo um caminho para o equilíbrio energético e a melhoria da qualidade de vida, especialmente para indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Através de sua capacidade de identificar e harmonizar desequilíbrios energéticos, essa prática tem demonstrado resultados notáveis no apoio a crianças e adolescentes que vivem com essas condições.

Apoio para o Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Para autistas, a Radiestesia Terapêutica não se propõe como uma cura, mas como um recurso para oferecer mais qualidade de vida. Diversos relatos de terapeutas e familiares de crianças autistas ilustram o potencial dessa abordagem:

  • Melhora na Comunicação e Interação Social:
    • Um menino autista de três anos e meio, que não falava, conseguiu proferir suas primeiras palavras, “Papai” e “Mamãe”, após o tratamento de radiestesia. Ele também se tornou mais calmo, interativo, e menos propenso a adoecer, o que antes era uma constante devido à baixa imunidade e a um bloqueio laríngeo. A mãe relatou que ele passou a verbalizar mais e a interagir melhor na escola.
    • Outro caso de um garoto de cinco anos, com autismo de nível mais leve e atraso na fala, apresentou melhora significativa na agitação escolar e doméstica, começando a falar pequenas palavras e, em seguida, frases completas como “Eu te amo mamãe”, uma semana após o término do tratamento. Ele também começou a brincar de carrinho, algo que nunca havia feito antes.
  • Redução da Agressividade e Agitação:
    • Em um caso, um menino autista não verbal, muito irritado e agressivo, diminuiu consideravelmente esses comportamentos após o tratamento, chegando a buscar o colo da terapeuta depois de quase sete meses.
    • A Radiestesia Terapêutica pode ajudar a acalmar a criança autista e trazê-la de volta de crises de agitação ou autoagressão, equilibrando os desequilíbrios energéticos que aumentam rapidamente nesses momentos.
  • Outros Benefícios:
    • Pode auxiliar na redução de insônias e na eliminação da seletividade alimentar. Um exemplo notável é o de uma criança autista que não comia na escola e, após o tratamento, voltou a se alimentar normalmente. No caso do menino autista que parou a Ritalina, ele também passou a aceitar a introdução de alimentos necessários, como legumes e verduras, que antes não comia.
  • Crianças respondem mais rapidamente: Os resultados em crianças e animais são frequentemente mais rápidos e claros, pois eles não possuem as crenças limitantes que podem bloquear a energia em adultos.

Apoio para o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)

A Radiestesia Terapêutica também se mostra eficaz no auxílio a pessoas com TDAH, impactando diretamente a hipersensibilidade e a regulação emocional:

  • Melhora da Hipersensibilidade: Pessoas com TDAH frequentemente apresentam hipersensibilidade sentimental, visual e auditiva. A própria terapeuta Diene Azevedo, diagnosticada com TDAH, relatou que a Radiestesia Terapêutica a ajudou a lidar com sua hipersensibilidade e com um temperamento explosivo anterior.
  • Regulação Emocional e Comportamental:
    • Uma menina de 12 anos com TDAH, que tinha dificuldades para dormir, pesadelos, forte irritação, choro sem motivo, falta de amigos e medos, apresentou uma transformação notável. Após o tratamento, ela passou a dormir sozinha, a brincar na rua com outras crianças (antes não socializava), a se sair bem na escola e até ganhou uma bolsa de estudos em uma escola particular.
    • A análise radiestésica da menina com TDAH revelou que todos os seus chakras estavam com excesso de energia, e o tratamento focou em equilibrar esses pontos, resultando em maior tranquilidade e sociabilidade.

Como a Radiestesia Terapêutica Atua

A eficácia da Radiestesia Terapêutica reside em sua capacidade de trabalhar com as energias sutis do corpo e do ambiente:

  • Identificação da Causa Raiz: Através da análise energética (utilizando o pêndulo e gráficos radiônicos), a radiestesia permite identificar desequilíbrios em chakras, aura, corpos sutis e sistemas corporais. Isso é crucial, pois muitas vezes a causa de um problema não é óbvia para o paciente ou para a medicina convencional.
  • Harmonização Energética: Uma vez identificados os desequilíbrios, tratamentos personalizados são montados, utilizando gráficos radiônicos e remédios energéticos. Isso visa reequilibrar a energia, promovendo bem-estar físico, mental e emocional. A harmonização dos chakras e da aura, por exemplo, pode ser suficiente para gerar grandes transformações.
  • Abordagem Complementar: A Radiestesia Terapêutica não substitui tratamentos médicos ou psicológicos, mas atua como um apoio complementar. Ela pode otimizar os resultados de outras terapias, como fonoaudiologia e terapia ocupacional, ou até mesmo reduzir a necessidade de certas medicações, conforme o caso.
  • Tratamentos Personalizados e Conscientes: Os tratamentos são adaptados a cada indivíduo e situação. A dedicação e o amor com que o terapeuta aplica o método são fatores que potencializam os resultados. Embora a energia atue independentemente da crença, a abertura e a colaboração do paciente (e de seus cuidadores, no caso de crianças) são importantes para o processo de transformação.

A Radiestesia Terapêutica, portanto, oferece uma perspectiva holística e eficaz para o apoio a autistas e pessoas com TDAH, contribuindo significativamente para a melhoria de sua qualidade de vida e bem-estar geral.


Comentários da CoAutora 👩‍🚀

Minha jornada com a Radiestesia Terapêutica iniciou há quase 2 anos, meses após ter sido diagnosticada dentro do Espectro Autista – Nível 1. Ter uma ferramenta para cuidar da minha energia faz toda a diferença na manutenção da minha saúde mental, emocional e espiritual.

Tem melhorado muito minha qualidade de vida e sido um grande apoio no meu desenvolvimento como pessoal e profissional. Alguns resultados:

  • Interação social: melhora significativa na capacidade de interagir em ambientes cheios.
  • Redução de sintomas de Sindrome de Impostora: maior disposição para encarar novos desafios no trabalho.
  • Liberação emocional, traumas e de caminhos: resultado das limpezas realizadas pelos tratamentos.
  • Maior conexão com a VIDA: com o Amor Maior, a verdadeira Alegria de Viver e aquela Paz no coração.

Vale lembrar que utilizar a Radiestesia para cuidar da própria energia não transforma ninguém num alecrim dourado. A vida segue com seus desafios, sempre me desafiando a crescer. Dias difíceis ainda acontecem, mas tenho percebido que, quando eles me derrubam, consigo levantar cada vez mais rápido, me tornando cada vez mais forte e bem melhor do que eu era antes da queda.

Meu lado Luz segue dançando com meu lado Sombra, sempre me lembrando que o trabalho interior é pra vida toda e a Radiestesia é uma das ferramentas que escolhi levar comigo na minha jornada.

Pra finalizar, deixo aqui o episódio que sobre a história inspiradora da terapeuta Fabi Magalhães e de seu processo ao descobrir e de aprender a usar a RT para cuidar de seu filho autista. 👇


Notas:

  • O texto base deste post foi gerado através de IA (NotebookLM) e compila alguns resultados obtidos através da aplicação do método Radiestesia Terapêutica nos contextos de Autismo e TDAH.
  • ATENÇÃO: Nenhum post deste blog substitui orientação de um PROFISSIONAL DE SAÚDE.

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O Diagnóstico Tardio de Autismo e TDAH

Você já se sentiu como se sua mente fosse um campo de batalha, onde a necessidade de organização e a incapacidade de mantê-la colidem constantemente? Ou como se você amasse a ideia de socializar, mas logo após um evento, precisasse de dias de isolamento para se recuperar?

Isso é só mais um dia de uma pessoa com AuTDAH, um termo que descreve a coexistência de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Autismo.

A união desses dois transtornos é bastante peculiar, pois as necessidades e características de cada um são frequentemente opostas. Imagine que seu cérebro é uma república onde coexistem uma pessoa muito organizada e uma pessoa muito bagunceira, em constante atrito. Essa “desgraceira na cabeça” muitas vezes passa despercebida por anos, levando a um diagnóstico tardio, especialmente em mulheres.

Os Desafios de um Diagnóstico Tardio de AuTDAH

Viver com AuTDAH sem o conhecimento do diagnóstico é uma jornada de caos interno constante que pode ser paralisante. As “máscaras” de comportamento neurotípico que as pessoas desenvolvem para se encaixar podem cair após grandes mudanças de vida, traumas ou luto, intensificando os sintomas e levando à busca por respostas. Para o diagnóstico, o autismo precisa estar presente desde a infância e os traumas podem ajudar a percebê-lo.

Vale lembrar que os traços descritos neste post não confirmam diagnóstico. Em caso de dúvidas, busque apoio de um profissional qualificado.

Os desafios diários podem incluir:

  • Conflito Interno e Rotina Complexa: Há uma necessidade profunda de organização e rotina, típica do autismo, mas uma incapacidade persistente de mantê-las, característica do TDAH. Isso gera uma irritação extrema e crises internas ao ver coisas fora do lugar que não se consegue arrumar. Além disso, a pessoa pode precisar de mudanças constantes (TDAH) mas se arrepender logo depois, num ciclo sem fim.
  • Dificuldades Sociais Complexas: Embora pessoas com AuTDAH tendam a ser mais sociáveis do que autistas sem TDAH, gostando de conhecer pessoas e lugares novos, a socialização é um campo minado. Há dificuldade em entender linguagens figuradas, ironia, sarcasmo, piadas, e expressões faciais. A comunicação é frequentemente direta e sem filtros, podendo ser interpretada como “soco na cara” por não entender “joguinhos psicológicos”. O mutismo seletivo na infância (muitas vezes confundido com timidez) pode evoluir para fobia social na vida adulta, onde o cérebro pode “dar tilt” e “dar branco” em situações desconfortáveis. Também há dificuldade em nutrir amizades ativamente, preferindo ficar em casa após eventos sociais para se recuperar, precisando de muito tempo de solidão.
  • Hipersensibilidade Sensorial: A hipersensibilidade a estímulos como volume alto, ruídos específicos, texturas e temperaturas de alimentos é comum. Essa sensibilidade pode se tornar insuportável após eventos traumáticos.
  • Disfunção Executiva e Memória Peculiar: Há uma grande dificuldade para iniciar atividades, que pode levar dias ou semanas de preparação. A disfunção executiva afeta a capacidade de executar tarefas e a coordenação motora. Apesar de uma excelente memória visual (que ajuda a não perder objetos, pois se lembra da imagem de onde as coisas foram colocadas), a memória auditiva é fraca, exigindo anotações para reter informações faladas.
  • Desregulação Emocional: Crises e choro constante são frequentes, muitas vezes necessitando de medicação para regulação.
  • Hiperfoco e seus Desafios: O hiperfoco, presente em ambos os transtornos, pode durar por anos. Isso pode ser um problema profissional, pois a pessoa se hiperfixa em um assunto, estuda-o exaustivamente, mas depois perde o interesse e “larga” o que estava fazendo, buscando um novo hiperfoco. A interrupção de um hiperfoco pode causar irritação extrema.
  • Estereotipias (Stimming): Movimentos repetitivos (como estalar dedos, balançar o corpo, torcer as mãos) são comuns e servem como forma de regulação emocional e conforto. Podem mudar com a idade, sendo que a sociedade muitas vezes reprime esses comportamentos.

Os Potenciais a Serem Desenvolvidos no AuTDAH

Apesar dos desafios, a coexistência de TDAH e autismo pode conferir potenciais e modos de funcionamento únicos:

  • Poderoso Hiperfoco: Uma vez iniciada uma atividade, há uma capacidade de foco extraordinária, dedicando-se por muitas horas ou até dias. O hiperfoco pode levar a um conhecimento extremamente aprofundado em áreas de interesse.
  • Pontualidade Excepcional: A necessidade de organização do autismo pode compensar a desorganização do TDAH, resultando em uma pontualidade meticulosa e aversão a atrasos.
  • Organização Impulsiva: Embora a casa possa ser um “caos semiorganizado”, a aversão à confusão visual pode levar a impulsos súbitos de organização intensa.
  • Sociabilidade Equilibrada: A pessoa com AuTDAH é geralmente mais sociável do que quem tem apenas autismo. O desejo de socializar (TDAH) e a necessidade de tempo para si (autismo) podem coexistir, levando a um equilíbrio onde a pessoa aprecia a socialização, mas também sua solitude para recarregar.
  • Abertura a Novas Experiências: O TDAH pode impulsionar o gosto por experimentar comidas, temperos e pratos de diferentes culturas, além de apreciar viagens e a descoberta de novas possibilidades.
  • Empatia e Clareza na Comunicação: Pessoas com AuTDAH podem ser muito empáticas, muitas vezes priorizando o cuidado com os outros. Sua comunicação direta e pragmática, sem rodeios ou “jogos psicológicos”, pode ser valorizada em contextos que exigem clareza.
  • Autoconhecimento Profundo: O diagnóstico, mesmo que tardio, é descrito como uma forma de autoconhecimento muito profunda. Ele permite entender dificuldades antigas, respeitar os próprios limites e reduzir a autocobrança, levando a uma maior autoaceitação e bem-estar.
  • Potencial Artístico e Criativo: A arte, a pintura e o desenho são mencionados como hiperfocos comuns para muitas pessoas no espectro, indicando um potencial criativo a ser explorado.

Dicas para Melhorar a Qualidade de Vida com AuTDAH

Compreender e gerenciar o diagnóstico de AuTDAH é um passo crucial para melhorar a qualidade de vida. Aqui estão algumas dicas baseadas nas experiências compartilhadas nos vídeos listados ao final deste post:

  • Busque o Diagnóstico e o Autoconhecimento Profundo
    • O diagnóstico é a chance de dar nome às suas experiências e entender como você funciona de forma única. Ele permite entender dificuldades antigas, respeitar os próprios limites e reduzir a autocobrança.
  • Apoio Profissional é Essencial
    • Considerar tratamento terapêutico e psiquiátrico é fundamental, pois pode trazer melhorias significativas, inclusive para a hipersensibilidade sensorial.
    • A medicação pode ser crucial para a regulação emocional, ajudando a lidar com o choro constante e as crises. Há também medicação para o TDAH que pode ajudar.
  • Atenção à Alimentação
    • Pode ser benéfico experimentar cortar laticínios e glúten da dieta, pois há relatos de melhora significativa nos sintomas sensoriais.
  • Estratégias para Lidar com a Hipersensibilidade Sensorial
    • Esteja atento a estímulos que causam desconforto.
    • O uso de tampões de ouvido pode ser útil em ambientes ruidosos ou para dormir, especialmente se o sono for leve ou os ruídos insuportáveis.
  • Gerencie a Disfunção Executiva e o Hiperfoco
    • Reconheça a grande dificuldade em iniciar atividades e aceite que a preparação pode levar dias ou semanas.
    • Uma vez que a atividade é iniciada, aproveite a capacidade de foco extraordinária.
    • Para compensar a memória auditiva fraca, anote informações importantes no celular ou em papel. Confie na sua excelente memória visual.
  • Adapte a Rotina e a Organização às Suas Necessidades
    • Entenda o conflito interno entre a necessidade de organização e a dificuldade em mantê-la. Aceite os impulsos súbitos de organização intensa.
    • Se for o caso, aceite o ciclo de desejar mudanças e depois se arrepender.
  • Desenvolva Habilidades Sociais Conscientes
    • Aproveite sua sociabilidade natural, mas reconheça suas dificuldades em entender linguagens figuradas e expressões faciais.
    • Respeite a necessidade de um longo período de recuperação e isolamento após eventos sociais.
    • Esteja ciente da dificuldade em nutrir amizades ativamente e da preferência por ficar em casa após saídas.
    • Se o mutismo seletivo ou fobia social se manifestarem, busque formas de lidar com a ansiedade em situações sociais.
    • Compreenda que suas estereotipias são formas de auto-regulação e conforto.
  • Abraçe a Empatia e a Criatividade
    • Reconheça sua alta empatia, mas esteja atento à tendência de ignorar as próprias necessidades para cuidar dos outros.
    • Explore seus potenciais artísticos e criativos, como a arte, pintura e desenho.
  • Aceitação e Redução da Autocobrança
    • É fundamental não se culpar tanto por não conseguir fazer tudo o que outras pessoas da sua idade fazem, ou por não se encaixar em padrões neurotípicos.
    • O diagnóstico pode ser o começo de uma jornada para respeitar seus limites e aceitar quem você é, levando a um maior bem-estar.

Em suma, um diagnóstico tardio de AuTDAH não é o fim, mas o início de uma NOVA FASE na jornada de autodescoberta. É a chance de dar nome às suas experiências, entender como sua mente funciona de forma única e, finalmente, respeitar seus limites e potenciar suas habilidades.

Se você se identifica, buscar ajuda profissional pode ser o primeiro passo para essa compreensão e para viver uma vida mais alinhada com quem você realmente é.


Nota 1: O texto deste post foi gerado através de IA (Notebook LM), utilizado para conhecer melhor os desafios de pessoas que convivem com o diagnóstico tardio de AuTDAH. Vídeos consultados:

Como é ser AUTISTA e TDAH ao mesmo tempo. AUTDAH #tdaheautismo, do canal Artista Atípica

Meu diagnóstico tardio de AUTISMO (nível 1) e TDAH | Sinais de autismo em adultos, do canal Artista Atípica

TDAH + Autismo? Como cheguei a essa suspeita e como é ter os dois transtornos?, do canal Nati Felli

TDAH e Autismo Juntos! – Podem coexistir?! #tdaheautismo #tdah #autismo, do canal TDAH e Autismo


Nota 2: ATENÇÃO! Nenhum post deste blog substitui orientação de um PROFISSIONAL DE SAÚDE. Em caso de dúvidas, busque AUXÍLIO PROFISSIONAL.


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