🗝️ A Chave da Transformação

Por Que Sua Vida Não Muda (E Como Mudar Agora)

Se você já tentou mudar aspectos da sua vida inúmeras vezes sem sucesso, a verdade que talvez ninguém tenha lhe contado é que a transformação começa muito antes da ação externa: ela começa na mente.

No vídeo “A verdade que ninguém te contou sobre por que sua vida não muda“, a criadora de conteúdo Jade Lüdmilla apresenta um caminho simples e básico para iniciar uma mudança de fato, destacando que para conseguir uma transformação duradoura, precisamos nos comprometer com uma mudança primeiramente interna.

As Leis Universais da Criação

O universo opera sob leis universais, e duas delas são fundamentais para entendermos a nossa realidade:

  1. A Lei do Mentalismo: O todo é mente, e o universo é mental. Tudo que é criado, seja uma casa ou a decisão de mudar de emprego, começa na mente. A mente é a grande chave para essa mudança. Somos imagem e semelhança do Criador, e por isso, criamos (ainda que em escala menor).
  2. A Lei da Correspondência: Tudo o que está dentro é como o que está fora. Assim como a sua imagem é refletida no espelho, a sua realidade externa é um reflexo do seu interior. Mudar apenas o externo não se sustenta a longo prazo; para alterar o reflexo, você precisa mudar a pessoa que está sendo refletida.

Essa correlação é tão forte que a fonte cita Jesus em Mateus 9, que diz: “seja feito conforme a sua fé”. A fé, nesse contexto, é a crença e a confiança em algo, e a sua realidade externa é o reflexo direto das suas crenças internas.

O Ciclo Vicioso das Crenças Limitantes

Nossa mente está condicionada a determinados padrões, pensamentos, posturas e crenças. Se você acredita que “toda mulher é interesseira” ou que “todo homem não presta”, o externo confirmará essa crença, e você experimentará situações (como a traição ou relacionamentos difíceis) que reforçam o que você já acreditava.

A fonte explica o ciclo que leva aos seus resultados:

Crenças > Pensamentos > Emoções e Sentimentos > Intenção/Ação (Comportamentos) > Resultado Externo.

Se você deseja mais dinheiro, mas tem crenças religiosas de que “o rico não vai para o céu” ou que “fazer dinheiro é difícil”, você criará mais do mesmo — escassez total. É essencial ir à raiz e modificar as crenças, pois a forma como você pensa criará suas emoções, que determinarão seus comportamentos e, finalmente, o seu resultado externo.

Assumindo o Papel de Criador: Escolha Suas Crenças

Nascemos “zerados” de crenças, mas fomos programados pela mãe, pelo pai, pela professora da escola e pela religião. Essa gama de crenças molda a forma como pensamos.

Uma das dicas mais importantes é aprender a escolher as suas crenças, assim como escolhemos a roupa que vamos usar todos os dias. Se você não concorda com o resultado externo que está vivenciando, não reclame do resultado, mas mude a crença.

Para isso, é necessário desenvolver um pensamento crítico. Você precisa se perguntar:

  1. “Essa crença está me levando para onde eu desejo?”.
  2. “Se eu acreditar nisso, o que estou criando fora?”.

A fonte também destaca que somos divinos, imagem e semelhança do Criador, citando a passagem “vós sois deuses”. Visões religiosas tradicionais, no entanto, frequentemente nos colocam como pequenos coitados que precisam suplicar a um Deus distante, reforçando a falta de autopercepção e desenvolvimento pessoal.

Os Principais Impedimentos para a Mudança

Ao longo da jornada de transformação, alguns obstáculos se destacam:

  • O Medo de Se Destacar: O medo da rejeição, de ser julgado ou de ser chacota é um grande obstáculo. O antídoto para o medo é a coragem. A fonte compartilha que, ao começar a criar conteúdo, precisou se expor primeiro aos desconhecidos para aumentar a coragem e hoje não se importa mais com o julgamento. Você só mudará sua vida quando estiver pronto para ser rejeitado.
  • O Poder do Passado: Não deixe que o passado (tudo aquilo que você viveu) tome conta do seu futuro, repetindo experiências dentro dos seus pensamentos.

O Passo a Passo para Reprogramar a Mente

Para modificar o sistema de crenças e alterar o externo, a fonte sugere um processo de três etapas:

  1. Observação: Observe o que passa pela sua cabeça e quais são seus pensamentos. Mapeie suas crenças, escrevendo-as, pois isso facilita a detecção daquelas que precisam ser modificadas.
  2. Repetição: Repita o contrário da crença que te limita.
  3. Sentimento (Ancoragem): A repetição deve vir junto do ingrediente principal: o sentir/o sentimento. Use sentimentos como o amor e a gratidão para ancorar a nova crença.

Ao se comprometer com essa mudança interna, você honra sua existência e acessa o seu poder pessoal. Acredite: você é o criador da sua realidade.


Referência

Lüdmilla, Jade. (2023). A verdade que ninguém te contou sobre por que sua vida não muda. [Vídeo online]. YouTube. (Acessado em 18/11/2025).


Nota: O texto deste post foi gerado através de IA (Gemini).

O Caminho da Engenharia à Felicidade

Desvendando People Skills com Caroline Garrafa

Em um episódio inspirador do podcast “O que é felicidade para você?”, Ricardo Basaglia recebeu Caroline Garrafa, uma especialista em People Skills que transformou sua trajetória de engenheira no mercado financeiro em uma missão focada no desenvolvimento humano. Fundadora da Center e sócia da Link School of Business, Carol compartilhou insights profundos sobre o que realmente nos motiva, o que significa felicidade e por que as habilidades socio-comportamentais são mais cruciais do que nunca.

Da Engenharia ao Propósito: A Virada de Chave

Caroline Garrafa, vinda de uma família de engenheiros e com facilidade para números, naturalmente seguiu a Engenharia e construiu uma carreira de sucesso no mercado financeiro. No entanto, ela começou a notar que, apesar de bater metas, ganhar dinheiro e bônus, as pessoas ao seu redor não eram felizes.

Um momento de grande reflexão veio com a perda de seu pai aos 28 anos, um evento que a fez parar de viver no “piloto automático” e buscar entender o que estava por trás da motivação humana e das escolhas feitas tão cedo na vida.

Essa busca a levou a realizar um mestrado sobre comportamento humano na ELEVEN Business School na França e a viajar por 30 lugares diferentes ao redor do mundo para estudar a felicidade. Ao fazer a autoanálise durante esses estudos, Carol percebeu que sua missão de vida não estava nos números, mas sim nas pessoas com resultado, onde o resultado era uma consequência e a pessoa era a causa.

People Skills: Mais Relevantes que Hard Skills

Um dos pontos centrais da conversa foi a defesa do termo People Skills em detrimento de “Soft Skills”. Carol argumenta que “soft” (leve) não tem nada a ver com essas habilidades.

“São habilidades sócio-comportamentais, então é o que tá atrás o que motiva o seu comportamento, mas de soft de leve isso não tem nada”.

O uso da palavra “soft” faz com que, inconscientemente, o cérebro as interprete como menores que as Hard Skills (habilidades técnicas). Carol defende que People Skills — que tratam do como você faz — são mais relevantes e essenciais para o ser humano.

Ela acredita que todos podem desenvolver qualquer People Skill, graças à neuroplasticidade. A chave do sucesso, porém, reside em entender e aprimorar seus próprios talentos. Focar nos pontos fortes permite que você se torne extraordinário, enquanto focar apenas no que você não é bom leva apenas à mediocridade.

A Base da Felicidade Humana: Amor, Escuta e Reconhecimento

Após entrevistar pessoas ao redor do mundo, Carol identificou três padrões inerentes que todos os seres humanos buscam para serem felizes:

  1. Ser Amado: Ninguém responde que quer ser feliz sozinho.
  2. Ser Escutado/Ter Relevância: É preciso pertencer e ter reconhecimento.
  3. Poder Errar: As oportunidades estão na tentativa e erro, e a questão não é tomar a decisão errada, mas não tomar a decisão.

A People Skill fundamental que antecede o autoconhecimento (que é o que a maioria das pessoas cita) é a coragem. É preciso ter coragem para se conhecer, pois o processo não é fácil.

O Desafio da Mudança e a Zona de Conforto

Por que somos resistentes à mudança? Segundo Carol, isso se deve à chamada zona de conforto. O cérebro é o órgão que mais gasta energia e ele quer poupá-la. A mudança exige esforço e gera estresse.

“Quem se protege não cresce”.

Para mudar, é preciso expandir a zona de conforto e entender que a transformação passa por uma “ebulição”. O ser humano é regido ou pelo medo (que é automático) ou pela fé (que é uma escolha). O medo já está instalado desde o nascimento, então a mudança exige esforço e coragem para se arriscar.

O Feedback e o Cerebelo

No ambiente corporativo, a comunicação e as avaliações de performance ainda são grandes desafios. Carol critica a forma como o feedback é tratado — visto muitas vezes como algo negativo (“porrada”).

O feedback deveria ser desmistificado e ocorrer em dois formatos: formal (trimestral, com framework e exemplos) e informal (diário, com reforço positivo). O reforço positivo diário é devastador para o bem da produtividade e está associado à felicidade no trabalho (evoluir todos os dias).

Internamente, nosso cérebro tem o cerebelo, que atua como nosso “CIO” ou “programador”. Se não enviarmos feedback constante para ele (tanto o que está certo quanto o que está errado), ele programa tudo de maneira incorreta e repetimos comportamentos que gostaríamos de evitar.

Como Desenvolver People Skills em Outros

People Skills se desenvolvem de dentro para fora. Para ajudar os outros a evoluírem, especialmente como pais ou líderes, a melhor abordagem é fazer perguntas.

“Eu perguntando e achando o a motivação da pessoa e não a sua. Então quando eu investigo, faço perguntas, eu não tô dando respostas, eu tô fazendo com que ela acha o próximo o próprio caminho dela”.

O desenvolvimento é majoritariamente prático, seguindo o modelo 70/20/10:

  • 70% na prática.
  • 20% com perguntas, mentoring e pessoas que se admira.
  • 10% de treinamento.

Além disso, é fundamental tratar as pessoas como elas gostariam de ser tratadas, e não como nós gostaríamos.

Felicidade: Um Estado de Espírito

Para Caroline Garrafa, felicidade é um estado de espírito, não um alvo a ser buscado (como procurar a chave do carro desesperadamente, sem encontrá-la). É o sentimento de realização no day by day, entendendo a importância e o significado do que se está fazendo, mesmo diante dos altos e baixos.

Seu template pessoal para manter o equilíbrio (que não é 50/50, mas sim propósito e significado no trabalho) é cuidar do tripé: corpo, alma e espírito.

Como conselho final para quem busca o sucesso, Carol afirma que é preciso se conhecer. O sucesso é consequência de entender o que você gosta, o que faz bem e achar algo que seja vendável, gerando propósito.


Para quem busca uma transformação rápida e profunda, a Center oferece a imersão Center Experience, um “metaverso real” onde se vive em tempo de Kairos (e não Chronos), desconstruindo crenças e valores em um ambiente de segurança psicológica.


Nota: O texto base deste post foi gerado através de IA (Gemini), com o objetivo de registrar aprendizados com esse episódio do podcast. Carol Garrafa foi uma das palestrantes em um evento que aconteceu na empresa em que trabalho.

Navegando na Realidade da Vida, Evoluindo

Os Princípios de Ray Dalio para uma Vida de Sucesso

Da playlist Principles For Success in 8 Episodes (com legendas em PT-BR)

Ray Dalio, um dos investidores mais bem-sucedidos do mundo, partilha as lições de uma vida inteira através dos seus “Princípios para o Sucesso”. Estes não são meras regras, mas sim “maneiras inteligentes de lidar com coisas que acontecem repetidamente em situações semelhantes”. Adquiridos principalmente através de erros e da reflexão sobre os mesmos, estes princípios oferecem uma estrutura para tomar melhores decisões e alcançar os próprios objetivos.

O Ponto de Partida: Pensar por Si Mesmo

A base de tudo é a necessidade de pensar por si mesmo sobre o que é verdade. Dalio enfatiza que, a menos que se queira uma vida dirigida por outros, é crucial decidir por si mesmo o que fazer e ter a coragem para o fazer. A vida é comparável a um rio que nos transporta para encontros com a realidade que exigem decisões. A qualidade dessas decisões determinará a qualidade da sua vida.

1. Abrace a Realidade e Lide Com Ela

Um dos princípios mais fundamentais de Dalio é abraçar a realidade e lidar com ela. Ele descreve-se como um “hiper-realista”, o que significa que descobriu as grandes recompensas de compreender, aceitar e trabalhar profundamente com a realidade como ela é, e não como desejava que fosse. Para Dalio, a verdade é a base essencial para produzir bons resultados, sendo simplesmente “a forma como o mundo funciona”.

Para perseguir e alcançar sonhos, a fórmula de Dalio é: Grandes sonhos + abraçar a realidade + muita determinação = uma vida de sucesso. Ele sugere que problemas devem ser vistos como quebra-cabeças que o recompensarão se conseguir resolvê-los. Além disso, Dalio aprendeu a tratar a dor como uma pista de que uma grande oportunidade de aprendizagem está à mão, levando à sua perspectiva de que: dor + reflexão = progresso.

2. Tudo é uma Máquina: Reconhecer Padrões

Dalio observa que “tudo é uma máquina”, desde a estrutura das galáxias e a formação do nosso sistema solar, até as nossas economias, mercados e até nós mesmos como indivíduos. Tudo evolui através do tempo para produzir as realidades que encontramos.

Esta perspetiva é muito prática porque revela que a maioria das coisas acontece repetidamente, de maneiras ligeiramente diferentes. Algumas são ciclos óbvios de curto prazo, fáceis de reconhecer (como o dia de 24 horas), outras são tão raras que não aconteceram nas nossas vidas e nos chocam quando ocorrem (como uma tempestade de uma vez em cem anos). Ao invés de tratar estas situações como eventos únicos, Dalio sugere vê-las como “apenas mais uma” e abordá-las da mesma forma que um biólogo abordaria um animal: primeiro identificando a sua espécie, depois usando princípios para lidar com ela. Ao observar as relações de causa e efeito que governam estes comportamentos, é possível desenvolver melhores princípios. Dalio, por exemplo, aprendeu a antecipar o futuro estudando o passado, como fez após a desvalorização do dólar em 1971. Ele percebeu que este evento, surpreendente na sua vida, já havia ocorrido em 1933 com efeitos semelhantes, levando-o a um princípio de que “para entender o que está por vir, é preciso entender o que aconteceu antes de você”.

3. A Luta Bem-Sucedida: Aceitar o Abismo e Evoluir

O progresso na vida é inevitavelmente pontuado por reveses. A capacidade de sair deles e continuar a progredir, ou de cair em espiral, depende da disposição para enfrentar o fracasso objetivamente e tomar as decisões certas para virar o ciclo para cima. Dalio relata a sua própria experiência traumática em 1982, quando apostou tudo numa depressão que nunca se concretizou, levando-o a estar “quebrado” e a ter de despedir a sua equipa. Este erro público e doloroso incutiu-lhe uma “humildade profunda”, essencial para o seu sucesso futuro.

Dalio salienta que este tipo de experiência acontece a todos e que, embora possa parecer que a vida está arruinada, “há sempre um melhor caminho a seguir”. O sucesso, para ele, não é meramente atingir objetivos, mas sim a luta em direção à evolução pessoal. Os reveses testam-nos, separando aqueles que refletem, aprendem e progridem daqueles que desistem.

4. As Duas Maiores Barreiras: Ego e Pontos Cegos

Existem duas grandes barreiras que impedem as pessoas de tomar as melhores decisões: a barreira do ego e a barreira do ponto cego.

  • A barreira do ego refere-se às partes do nosso cérebro que nos impedem de reconhecer objetivamente as nossas fraquezas, dificultando a busca de soluções. A nossa necessidade de ter razão pode ser mais forte do que a necessidade de descobrir a verdade, levando-nos a ignorar os nossos erros e a reagir defensivamente ao feedback.
  • A barreira do ponto cego é a crença de que se pode ver tudo, quando na realidade, ninguém consegue ver uma imagem completa da realidade sozinho. As pessoas percecionam o mundo de forma diferente devido à cablagem única dos seus cérebros. Estas barreiras levam a decisões inferiores, menos aprendizagem e aquém do potencial.

5. Ser Radicalmente Aberto: A Chave para Superar Barreiras

Superar o ego e os pontos cegos exige uma mentalidade radicalmente aberta. Dalio descobriu que a sua “saudável aversão a estar errado” lhe deu a abertura mental necessária que mudou tudo. Ele procurou ativamente pessoas ponderadas que discordavam dele, não se importando com as suas conclusões, mas querendo ver as coisas através dos seus olhos para descobrir a verdade em conjunto. Ir além da sua própria perspetiva, para ver através dos olhos de outros pensadores perspicazes, é como “passar de ver as coisas a preto e branco para vê-las a cores”.

Dalio enfatiza a importância de “ponderar a credibilidade” do pensamento das pessoas, o que aumentou significativamente as suas probabilidades de tomar as melhores decisões possíveis. Rodear-se de pessoas que veem riscos e oportunidades que se perderia individualmente é a forma mais eficaz de tomar grandes decisões.

Conclusão: Abrace a Evolução Pessoal

Ray Dalio acredita que a capacidade de pensar logicamente, refletir sobre si mesmo e as suas circunstâncias, e direcionar a sua própria evolução pessoal é única em cada um. O objetivo de Dalio ao partilhar estes princípios é ajudar os outros a reconhecer onde estamos e os desafios que enfrentamos, para tomar decisões sábias.

A vida é uma jornada de luta e evolução. Dalio incentiva-nos a ter a coragem de lutar e evoluir bem para tornar a nossa vida tão grande quanto possível.


Notas:


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O Apocalipse Chegou, por Rafael Gratta

Seus Pensamentos São Realmente Seus?