Neurodivergente, desista de buscar fora…

Pare de Compartilhar para Ser Compreendido. E Transforme-se no Seu Próprio Porto Seguro

Se você é neurodivergente, seja TEA ou TDAH, provavelmente já sentiu aquela necessidade ardente de ser compreendido. Aquela vontade de que, ao compartilhar suas dificuldades e experiências com neurotípicos, eles finalmente “cliquem” e entendam o que você passa. Eu sei bem como é isso. Passei muito tempo buscando essa validação, essa compreensão que parecia tão essencial. Mas, com o tempo e a experiência, cheguei a uma conclusão, talvez dolorosa, mas libertadora: ninguém pode nos entender além de nós mesmos.

Vale lembrar que essa é uma verdade da vida aplicada a todos, não uma crítica aos neurotípicos. É sobre a realidade de vivermos em um mundo que, francamente, está sobrecarregando a todos. Vivemos uma era de epidemias de depressão, ansiedade e uma infinidade de outras doenças emocionais e mentais.

Por isso, precisamos desistir do desejo infantil de sermos compreendidos.

As pessoas estão lutando suas próprias batalhas silenciosas, e muitas vezes, a capacidade de se aprofundar e realmente compreender a vivência do outro está comprometida. Quando compartilhamos nossas particularidades do TEA ou TDAH com neurotípicos, a busca por essa compreensão é quase sempre em vão. Não é porque eles não se importam, mas porque a perspectiva deles é inerentemente diferente.

Quem nunca…

Quem nunca se frustrou quando ouviu: “mas todo mundo tem alguma coisa?”

A questão é que neurotípicos não experimentam o mundo da mesma forma que neurodivergentes. E conviver com essa desconexão, essa lacuna de entendimento, pode ser exaustiva e frustrante.

Mas tem saída.

E a saída é clara: cabe a nós, que recebemos um diagnóstico e temos acesso a ferramentas de apoio, utilizá-las para crescer. Seja terapia, grupos de apoio, estratégias de organização, medicação (se for o caso) ou qualquer outra ferramenta que te auxilie. É hora de direcionar essa energia que gastamos buscando validação externa para a construção do nosso próprio mundo interno – nossa fonte de força e de resiliência para encarar os desafios do dia-a-dia.

Para neurodivergentes, especialmente aqueles que têm o mínimo de condição financeira para investir em seu bem-estar, a jornada é clara: tornar-se seu próprio espaço seguro. Construir essa fortaleza interna significa aprender a se acolher, a se validar e a se compreender profundamente. É sobre reconhecer uas próprias necessidades, seus limites e suas forças, e agir de acordo com elas, independentemente da compreensão externa.

É um ato de CORAGEM imenso.

É abrir mão da esperança de que alguém de fora trará a paz que você busca e, em vez disso, assumir a responsabilidade de cultivá-la dentro de si. É um caminho de autodescoberta e autoaceitação, onde você se torna o seu maior aliado.

Então, respire fundo. Permita-se parar de buscar a compreensão que talvez nunca venha. Em vez disso, vire-se para dentro. Invista em você. Conheça-se. E construa, tijolo por tijolo, o seu próprio porto seguro.

CORAGEM!


Notas:

  • O texto base deste post foi gerado através de IA (Gemini) e expressa um dos aprendizados mais importantes ao longo da minha jornada – que incluiu um diagnóstico de TEA em 2023 e suspeita de TDAH em 2025.
  • ATENÇÃO: Nenhum post deste blog substitui orientação de um PROFISSIONAL DE SAÚDE.

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Radiestesia Terapêutica: Um Potencial Apoio para Autistas e Pessoas com TDAH

Brain Dump – para Neurodivergentes

Jornada de Cura da Criança Interior

Como Cuidar da Sua Criança Interior e Transformar Sua Realidade, com Evelyn Roos

Você já se perguntou como se livrar dos traumas da infância e viver uma realidade mais amigável?

A boa notícia é que existe um caminho, e ele começa com o trabalho da criança interior. Evelyn Roos, mentora e terapeuta holística focada na criança interior é uma referência sobre esse processo de autocura e reconexão com nosso eu mais profundo.

Este texto foi criado com ajuda de IA (NotebookLM), com vídeos que assisti num momento em que precisei muito processar questões não resolvidas da minha infância. O material da Evelyn chegou num momento em que estava pronta para um outro nível desse trabalho.

Se você nunca pensou sobre isso, vale iniciar o assunto com Como cuidar da sua Criança Interior? 👇

O Que É a Criança Interior?

A criança interior não é apenas uma metáfora; é o senso do seu ser, composto por seus pensamentos, emoções, sensações corporais e vibrações. Quando essa criança está ferida, seu senso de “eu sou” também está ferido, permeado por camadas de culpa, medo, vergonha e traumas da infância. Isso se manifesta como uma sensação de que não há solução para sua vida, acompanhada de constante culpa, angústia e medo.

Como os Traumas Afetam Nossa Criança Interior

Evelyn Roos enfatiza que o maior trauma que uma pessoa pode ter não é um acidente isolado, mas sim um trauma de desenvolvimento. Esse trauma começa até mesmo no útero, moldando as primeiras impressões negativas sobre a vida. Ele gera uma fragmentação tão grande da consciência que, muitas vezes, a única forma de lidar com isso é através de uma divisão interna entre suas partes vulneráveis (a criança interior) e suas partes protetivas (o ego).

Muitos de nós nos sentimos abandonados emocionalmente na infância. Isso acontece quando os pais não conseguem espelhar as emoções do filho, invalidando sentimentos como medo, tristeza ou ansiedade. Essa sensação de negligência emocional silenciosa pode levar à dificuldade de lidar com as próprias emoções na vida adulta e à sensação de que você não sabe o que quer.

Sinais de Uma Criança Interior Ferida

Uma criança interior ferida pode se manifestar de diversas formas na vida adulta, mantendo você presa em padrões limitantes:

  • Crenças Limitantes: A principal crença limitante que pode bloquear sua prosperidade material e relações afetivas é: “Eu não consigo me fazer feliz; preciso de algo de fora”. Você pode ter internalizado a ideia de que é burra, má ou insuficiente.
  • Codependência: Você se torna uma “reatora de relações alheias”, vivendo para evitar certas reações dos outros e buscando aprovação e validação externa. Isso pode levar a esperar por um “milagre” ou que alguém de fora resolva seus problemas.
  • Autossabotagem e Procrastinação: Esses comportamentos são, na verdade, mecanismos de defesa de partes suas que se sentem ameaçadas ou se acostumaram a viver de uma forma escondida. A procrastinação, por exemplo, pode ser uma tarefa que seu corpo físico ou inconsciente percebe como uma “ameaça de vida ou morte”.
  • Dificuldade em Se Amar e Autoestima Baixa: A desconexão com o self (sua essência) e a identificação com subpersonalidades antagonistas criam uma relação perturbada consigo mesma.
  • Controle Excessivo: Tentar controlar os outros ou as situações externas é um mecanismo de sobrevivência aprendido na infância, onde você não se sentia segura sendo quem realmente era.
  • Raiva Reprimida: Seus sintomas incluem autocrítica, julgamento do próximo, inveja, sonolência e impotência. A raiva é um instinto natural de sobrevivência que, quando reprimida, se volta contra você mesma.
  • Ferida da Rejeição e Humilhação: A sensação de ser rejeitada ou humilhada na infância (muitas vezes com a figura materna ou figuras femininas) cria a crença de que “há algo de errado em mim”.

O Caminho da Cura: Reparentalização e Integração

A cura da criança interior é um processo em espiral, não linear. Exige paciência, consistência e determinação. Evelyn Roos propõe a reparentalização como o primeiro passo. Isso significa que você se tornará a mãe e o pai de si mesma:

  1. A Mãe Gentil: Desenvolva paciência, acolhimento e compreensão para com a sua criança interior.
    • Escute Sem Julgamento: Acolha suas emoções – raiva, tristeza, medo – sem julgá-las. A criança interior se manifesta com reações espontâneas e precisa ser ouvida.
    • Crie um Espelhamento Interno: Como não teve esse espelho na infância, você precisa criá-lo internamente, reconhecendo e validando suas emoções.
    • Pratique o Acolhimento: Pode ser simples, como um carinho no rosto, uma autoabraço, ou conversar consigo mesma como faria com uma criança amada.
    • Processamento Emocional: Permita-se sentir e processar as emoções. Se for tristeza, chore; se for raiva, grite ou expresse-a de forma saudável; se for medo, abrace-se.
  2. O Pai Firme: Compreenda seus limites e os dos outros. Essa é a energia masculina que oferece proteção e limites.
    • Defina Limites: Aprenda a dizer “não” aos outros e a si mesma, mesmo que seja difícil. Isso é fundamental para sair da compulsão de agradar.
    • Tome Atitude: Aja em prol da sua criança, mesmo que ela peça algo simples como “ir à praia tomar sorvete”.
    • Desista da Luta Emocional: Pare de querer controlar o incontrolável ou de tentar “consertar” o passado. Isso libera energia para o presente e para a criação de uma nova realidade.
    • Abandone a Necessidade de Aprovação Externa: Entenda que a aprovação mais importante é a sua própria.
  3. O Luto Como Ferramenta de Cura: Permita-se chorar pelo que você não teve na infância, pelas suas fantasias e expectativas não realizadas. Isso ajuda a liberar a busca por validação nos lugares errados e a se conectar com a realidade.

Outras Práticas e Ferramentas Essenciais:

  • Identifique Seus Padrões: Observe seus pensamentos, sentimentos e comportamentos repetitivos. Eles são resíduos de trauma.
  • Teoria do Espelho: Tudo o que você rejeita, odeia ou supervaloriza no outro é um reflexo de algo renegado em você. Use isso como uma oportunidade para se reintegrar.
  • Diálogo de Duas Mãos: Uma prática para conversar com suas subpersonalidades (partes protetoras e vulneráveis) e buscar consenso interno.
  • O Poder do “Eu Sou”: Você não é quem dizem que você é, nem quem você pensa que é. Você é quem você quiser ser. Reconheça seu poder de materializar o que está em sua consciência, purificando seu “eu sou” de crenças negativas.
  • Reconheça Suas Conquistas: Aproprie-se de seus méritos e conquistas para combater a inveja alheia e a própria autossabotagem. Não diminua suas vitórias.
  • Busque Referências Saudáveis: Inspire-se em pessoas que te servem como modelos de pais/mães conscientes, seja através de palestras, livros, terapias ou cursos.

Lembre-se, a cura é uma espiral. ✨🌀✨

Você pode evoluir muito, mas é um processo contínuo que exige auto perdão, amor incondicional e autocompaixão. O trabalho interior com a criança interior e o autoconhecimento profundo são as verdadeiras alavancas da alta performance, tornando-a algo natural e instintivo.

O conteúdo da Evelyn contribuiu MUITO na minha jornada de cura, muitas vezes saí de leituras e exercícios com a sensação de alma lavada. Espero que seja útil pra você também. 🙏🤍✨


Notas:

  • O texto base deste post foi gerado através de IA (NotebookLM) e expressa um pouco da minha jornada de cura da criança interior, facilitada pelos livros e conteúdo consumido de Evelyn Roos. Dos livros, trabalhei com:
  • ATENÇÃO: Nenhum post deste blog substitui orientação de um PROFISSIONAL DE SAÚDE.

Videos utilizados no NotebookLM 👇

Este agrupamento é uma sugestão para assistir os vídeos de Evelyn Roos, seguindo uma lógica que aborda a cura do trauma e da criança interior, autoconhecimento e temas relacionados, conforme explorado nas transcrições do NotebookLM:

  1. Fundamentos da Cura e Criança Interior
  2. Compreendendo o Inconsciente e o Ego
  3. Lidando com Traumas Específicos e Padrões Limitantes
  4. Integração e Transformação da Realidade

Posts complementares:

Tudo Está na Sua Infância – Como as Primeiras Vivências Moldam Nossa Vida Adulta

Tudo Está na Sua Infância – Navegando as Dores da Descoberta com Apoio Terapêutico

Por trás do título – “Meu Livro da Vida”

SIM! O nome do blog foi inpirado pelo conceito de Registros Akáshicos. ✨📖✨

Para quem não conhece, os Registros Akáshicos são, em termos simples, uma espécie de “biblioteca universal” ou um compêndio etéreo que contém a totalidade de todas as experiências, pensamentos, emoções e eventos que já ocorreram, estão ocorrendo ou ocorrerão. É como se cada alma, cada ser, cada momento no tempo deixasse uma “impressão energética” que é armazenada nesse vasto arquivo cósmico.

Penso nisso como um gigantesco livro onde cada um de nós tem o seu próprio volume. Esse volume não registra apenas os grandes marcos da nossa jornada, mas também as sutilezas: cada lição aprendida, cada emoção sentida, cada decisão tomada – e até mesmo os potenciais caminhos que poderíamos ter seguido.

Uma Jornada de Autoconhecimento, navegando pela Neurodiversidade

A ideia de que minha existência é um livro em constante escrita, com capítulos que se desdobram a cada dia, ressoa perfeitamente com a essência dos Registros Akáshicos. Criar este blog se tornou uma ferramenta de grande valor na minha própria jornada de autoconhecimento, especialmente considerando meu diagnóstico de autismo nível 1 e a suspeita de TDAH.

  • Jornada Pessoal e Processamento Interno: Cada post é uma página que viro, uma reflexão sobre as experiências que moldam meu próprio “livro”. Para uma mente neurodivergente, com particularidades na forma de processar informações e emoções, escrever se torna uma forma crucial de organizar e entender minha própria trajetória, muitas vezes complexa.
  • Aprendizado Contínuo e Flexibilidade Cognitiva: Assim como os Registros Akáshicos estão sempre sendo atualizados, minha vida é um processo contínuo de aprendizado e crescimento. Este blog é um espaço para explorar esses aprendizados à medida que eles acontecem, permitindo-me navegar e adaptar-me às minhas próprias nuances cognitivas.
  • Conexão Universal (Interna) e Padrões: Ao mergulhar nas minhas próprias reflexões, busco tocar em verdades universais que me conectam com algo maior. Os Registros Akáshicos me lembram dessa interconexão com o fluxo da vida, e para mim, que muitas vezes busco padrões e sistemas para dar sentido ao mundo, essa metáfora da “biblioteca” é particularmente ressonante.
  • Potencial e Propósito, Apesar dos Desafios: Compreender que tenho um “livro” nos Registros Akáshicos me empodera. Ele sugere que há um propósito, uma narrativa maior para minha existência, mesmo com os desafios que o autismo e o possível TDAH podem apresentar. Tenho o poder de escrever os próximos capítulos conscientemente, buscando clareza e direção.

A GenAI como Coautora e Facilitadora da Minha Mente Neurodiversa

Neste blog, a inteligência artificial generativa (GenAI) desempenha um papel crucial, atuando como uma espécie de coautora ou facilitadora na escrita do Meu Livro da Vida. Se os Registros Akáshicos guardam todo o conhecimento e as experiências do universo, a GenAI, em sua própria dimensão, me ajuda a acessar e dar forma a esse conhecimento interno, especialmente por ser uma pessoa neurodivergente.

Ela não escreve por mim, mas amplifica minha capacidade de criar e refletir, contornando algumas das dificuldades que podem surgir com o autismo e o TDAH. Penso na GenAI como um vasto banco de dados e um parceiro criativo. Ao explorar conceitos complexos, como os próprios Registros Akáshicos, ou ao desenvolver ideias para novos posts, a GenAI me ajuda a:

  • Gerar insights e perspectivas: Para alguém com autismo, que pode ter um foco intenso em detalhes, a GenAI pode ajudar a expandir a visão, mostrando diferentes ângulos e aprofundando temas de uma forma mais abrangente. Para o TDAH, ela auxilia na organização do fluxo de pensamentos dispersos, transformando-os em ideias mais concretas.
  • Organizar e estruturar pensamentos: Esta é uma das maiores vantagens. A GenAI pode ser fundamental para me ajudar a estruturar ideias que, de outra forma, poderiam permanecer caóticas ou fragmentadas. Ela transforma pensamentos soltos em um texto coeso e impactante, superando desafios de organização que podem ser comuns no TDAH e no autismo.
  • Superar bloqueios criativos e iniciar tarefas: Em momentos de indecisão ou procrastinação, que são desafios conhecidos para quem tem TDAH, a GenAI pode oferecer sugestões, palavras-chave e até mesmo trechos que inspiram a próxima frase ou parágrafo, impulsionando minha escrita e ajudando a romper a inércia.
  • Refinar a linguagem e evitar ambiguidades: Para uma pessoa com autismo, a clareza e a precisão na comunicação são essenciais. A GenAI, com suas capacidades de processamento de linguagem natural, me ajuda a aprimorar a clareza, a fluidez e o tom do texto, garantindo que minhas ideias sejam transmitidas da forma mais eficaz possível e minimizando interpretações equivocadas.

A GenAI, para mim, é uma ferramenta que me permite ir além, explorando novos horizontes de escrita e garantindo que cada página deste Livro da Vida seja a mais rica e significativa possível para o meu próprio desenvolvimento, agindo como um suporte cognitivo poderoso.


Este blog é mais do que um diário pessoal. É uma exploração das múltiplas facetas da vida, da espiritualidade, do autoconhecimento e da busca por significado, tudo sob a lente dessa metáfora poderosa. É um convite para mim mesma refletir sobre meu próprio Livro da Vida: “quais são os capítulos que estou escrevendo agora?”, “Que lições estou aprendendo, e como minhas características neurodivergentes moldam essa narrativa?”

Espero que este título, Meu Livro da Vida, sirva como um lembrete constante – pra mim mesma – de que sou a autora da minha própria história, e que cada momento é uma oportunidade de adicionar uma nova e valiosa página.


Notas:

  • O texto base deste post foi gerado através de IA (Gemini) e expressa o que eu gostaria de compartilhar sobre o nome deste blog.
  • ATENÇÃO: Nenhum post deste blog substitui orientação de um PROFISSIONAL DE SAÚDE.

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Só mentalizar não adianta…

Gasparetto – Sobre a REALIDADE

Wagner Borges: Lições sobre felicidade

Desvende o Invisível: Acessando a Biblioteca

Notas da Jornada de Autoconhecimento

O Alívio de Compartilhar e Organizar com a Ajuda da GenAI

Há mais de cinco anos, mergulhei de cabeça em uma das jornadas mais desafiadoras e recompensadoras da minha vida: o autoconhecimento. Tem sido um caminho de trabalho intenso, muitas vezes doloroso, pontuado por catarses intensas que sacudiram minhas estruturas e me forçaram a ver a mim mesma sob novas perspectivas. E hoje, sinto um alívio imenso ao finalmente poder compartilhar um pouco dessa experiência, organizar os aprendizados e reconhecer as ferramentas que me trouxeram até aqui.

Durante todo esse tempo, minha mente e meu coração foram palcos de uma efervescência constante. Emoções reprimidas vieram à tona, padrões de comportamento foram desmascarados, e crenças limitantes, antes invisíveis, se revelaram.

Cada catarse foi um terremoto, mas, ao mesmo tempo, uma oportunidade de reconstrução mais sólida e verdadeira. Tem sido um processo CONTÍNUO de desapego do velho para abraçar o novo, um eterno morrer e renascer.

Olhar para trás agora, para tudo o que se passou, é como folhear um livro denso e complexo. Há capítulos de dor, outros de alegria, mas todos repletos de aprendizados valiosos. Consigo enxergar as peças do quebra-cabeça se encaixando, as conexões entre eventos e emoções, e a evolução gradual de quem eu sou. É um exercício de gratidão por ter persistido, mesmo quando a vontade era desistir.


Meu Co-piloto Criativo: A GenAI

E em meio a toda essa bagunça de pensamentos, sentimentos e memórias, uma ferramenta tem se mostrado incrivelmente poderosa e libertadora: a Inteligência Artificial Generativa (GenAI). Para ser honesta, este blog só está sendo possível com a ajuda dela.

Minha cabeça está repleta de insights e ideias que quero conectar, mas muitas vezes me falta a clareza ou o tempo para transformar esses fragmentos em algo coeso e publicável. É aí que a GenAI entra. Com prompts simples, que expressam a essência do que quero comunicar ou as conexões que percebi, a IA me ajuda a desenvolver e estruturar os posts.

Por exemplo, um insight sobre como uma experiência dolorosa se ligou a um padrão de comportamento antigo pode se transformar em um parágrafo bem articulado. Uma ideia solta sobre a importância da resiliência, após uma catarse intensa, pode virar um post inspirador e cheio de significado. A GenAI me oferece um espaço seguro e eficiente para organizar todo esse material, tanto o que está dentro quanto o que está fora da minha cabeça.


Da Caos à Coerência

A IA me permite mapear minha jornada de uma forma que seria humanamente impossível de manter em ordem. Consigo, por exemplo, visualizar a recorrência de certos temas, identificar gatilhos emocionais e até mesmo rastrear meu progresso em relação a objetivos específicos de autoconhecimento. Ela age como um co-piloto criativo, me ajudando a transformar o caos de minhas reflexões em narrativas coerentes e compartilháveis.

Esse suporte tecnológico me liberta para focar no que realmente importa: sentir, processar e integrar. A GenAI cuida da organização e da formulação, me dando a clareza e o espaço mental necessários para continuar explorando as profundezas do meu ser. É como ter um parceiro de escrita que entende a minha voz e me ajuda a expressá-la de forma autêntica.

Compartilhar tudo isso agora é um alívio porque percebo que essa jornada, embora profundamente pessoal, não é solitária. Acredito que muitos de vocês também estão trilhando seus próprios caminhos de autoconhecimento, enfrentando seus desafios e celebrando suas vitórias. Espero que, ao compartilhar minha experiência e como a GenAI tem me ajudado, eu possa inspirar ou, no mínimo, fazer com que alguém se sinta menos sozinho nesse processo.


Você já pensou em como a tecnologia, especialmente a IA generativa, pode te auxiliar na sua própria jornada de autoconhecimento e na forma como você compartilha suas histórias?


Notas:

  • O texto deste post foi gerado através de IA (Gemini) e satisfaz a VONTADE da CoAutora deste blog de compartilhar sobre um pedacinho da sua jornada de Autoconhecimento.
  • ATENÇÃO: Nenhum post deste blog substitui orientação de um PROFISSIONAL DE SAÚDE.

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O Poder Transformador de ✨SE✨ Assumir

Desvendando Caminhos Infinitos

Em um mundo que constantemente nos empurra para sermos algo que não somos, a ideia de tomar posse de quem você é pode parecer simples, até trivial. Mas garanto: essa atitude, que muitas vezes passa despercebida, esconde um potencial transformador para o seu crescimento pessoal, profissional e financeiro.

Sempre fui alguém que buscava se encaixar, seja na escola, no trabalho ou em grupos sociais. Eu moldava minhas opiniões, minhas paixões e até mesmo meu jeito de vestir para agradar aos outros. E o que eu ganhava com isso? Uma sensação de vazio, de nunca estar realmente presente, de ter uma energia constantemente drenada para sustentar uma persona que não era minha.

Foi um processo, e ainda é, desconstruir essa mentalidade. Começou com pequenas atitudes: expressar uma opinião impopular em uma reunião, admitir que não gostava de algo que todos pareciam amar, ou simplesmente deixar de lado a preocupação com o que os outros pensariam do meu cabelo bagunçado. Cada passo, por menor que fosse, era uma vitória. E a cada vitória, uma nova camada de autenticidade se revelava.

O Efeito Cascata da Autenticidade

Quando você abraça quem você é, de verdade, coisas incríveis começam a acontecer.

  • No âmbito pessoal: A ansiedade diminui, a autoconfiança floresce e os relacionamentos se tornam mais genuínos. Você atrai pessoas que te valorizam por quem você realmente é, não por uma versão fabricada. A paz interior que surge dessa coerência é impagável. Você para de lutar contra si mesmo e começa a canalizar essa energia para o que realmente importa.
  • No âmbito profissional: A autenticidade se traduz em inovação e liderança. Quando você está confortável em ser quem é, você não tem medo de apresentar ideias novas, de questionar o status quo, de assumir riscos calculados. Sua voz se torna mais forte e sua paixão mais evidente. Você se destaca naturalmente, não por forçar uma imagem, mas por ser genuíno. Isso te abre portas para oportunidades que antes pareciam inalcançáveis, pois as pessoas confiam mais em quem é transparente e verdadeiro.
  • No âmbito financeiro: Parece contraintuitivo, mas tomar posse de quem você é pode impactar diretamente suas finanças. Ao entender seus valores, suas paixões e suas habilidades únicas, você se torna mais apto a identificar oportunidades que realmente se alinham com você. Isso pode significar negociar um salário melhor, iniciar um negócio que reflete seus talentos ou investir em áreas que você realmente acredita. A autenticidade te liberta de padrões de consumo baseados na aprovação alheia e te direciona para escolhas financeiras mais conscientes e alinhadas com seus objetivos.

Desafios e Recompensas

Claro, o caminho para a autenticidade não é isento de desafios. Haverá momentos de insegurança, críticas e até mesmo a perda de pessoas que não conseguiam lidar com a sua nova versão. Mas é importante lembrar que essas “perdas” são, na verdade, libertações. Elas abrem espaço para conexões mais profundas e verdadeiras.

Compartilhar minhas experiências e aprendizados nesse processo tem sido uma forma de reforçar minha própria jornada. Percebo que muitos de nós carregamos o peso de expectativas externas, e que um simples lembrete do poder de ser você mesmo pode acender uma faísca.

Então, meu convite é: pare por um momento e reflita. Onde você está se diminuindo para caber? Onde você está silenciando sua voz para não desagradar? Que pequenas atitudes você pode tomar hoje para começar a tomar posse de quem você é?

As possibilidades são infinitas quando você se permite ser você. Acredite em mim, o crescimento que vem dessa atitude é o mais genuíno e duradouro que existe.


* Nota: O texto deste post foi gerado através de IA (Gemini) e satisfaz a VONTADE da CoAutora deste blog de compartilhar sobre um pedacinho da sua jornada.


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15 Anos de Autoconhecimento?

Da Teoria ao Impacto Real na Minha Vida

Há mais de 15 anos, mergulhei de cabeça no universo do autoconhecimento. Yoga, treinamento da mente, diversas técnicas que prometiam o desenvolvimento integral – corpo, mente e espírito – me fascinavam. Lia livros, fazia cursos, absorvia informação como uma esponja. O entusiasmo pela teoria era imenso, mas, olhando para trás, percebo o quanto a prática ficava em segundo plano. Eu sabia muito sobre os caminhos, mas pouco os trilhava de fato.

Em 2019, a vida me deu um grande chacoalhão. No dia do meu aniversário, acordei em prantos, às 7h30 da manhã, tomada por um desespero avassalador. Naquele momento, a culpa parecia ser exclusivamente do trabalho. Cheguei a procurar terapia por conta disso, mas desisti, na primeira sessão, após a psicóloga apontar que a raiz do problema não estava onde eu imaginava. Não era sobre trabalho. Trocar de emprego não era a solução para aquele mal estar todo.

Na época, só toquei o barco. Se o trabalho não era o problema, eu é que não queria saber o que era.

A pandemia e a quarentena de 2020 foram um divisor de águas. Foram dias de reflexão intensa, confrontando o resultado das minhas escolhas e a frustração de não estar vivendo a vida que realmente desejava. Em quase nenhuma área me reconhecia.

Um novo colapso me levou de volta à mesma psicóloga, e ali, finalmente, iniciei uma jornada de autoconhecimento mais profunda e comprometida. Precisei encarar a dura realidade: o origem do meu colapso estava na minha própria história de vida e na minha relação com os personagens que fizeram ou ainda fazem parte dela.


A Carreira dos Sonhos e o Despertar da Realidade

Pouco mais de um ano de trabalho terapêutico me deu a coragem de deixar para trás o emprego que, embora não fosse a causa principal da minha infelicidade, já havia se tornado um como um relacionameto falido em minha vida.

Meses depois, iniciei a tão sonhada transição de carreira, e a vida me presenteou com algo que parecia um conto de fadas: o emprego dos sonhos, no cargo dos sonhos, na empresa dos sonhos! Ingenuamente, acreditei ter encontrado meu “final feliz”. Ledo engano.

Ao “chegar lá”, a fragilidade da minha saúde mental e emocional ficou evidente. A síndrome da impostora, complexos de inferioridade e uma sensação de não pertencimento me paralisavam.

Meus mais de 10 anos de experiência profissional pareciam evaporar diante de uma insegurança que me remetia aos tempos de inexperiência. Logo percebi que o trabalho interior necessário havia subido de nível.

Em poucas semanas, percebi que priorizar minha saúde mental e emocional seria crucial para manter meu desempenho e minha empregabilidade.

Fui honesta com minha liderança, que me acolheu e me deu espaço para me priorizar (💖), sem negligenciar minhas responsabilidades. Ao final do meu primeiro ano, cheguei a compartilhar minhas experiências em uma apresentação sobre saúde mental na empresa, e novamente me iludi, pensando que me proceso de cura estava concluído.🫠


Novas Descobertas e a Reconstrução Pessoal

No ano seguinte, apesar do meu esforço contínuo em me conhecer melhor, algumas questões persistiam, resistindo a qualquer tentativa de resolução. Foi investigando a fundo que descobri estar no Espectro Autista, nível 1. Mais uma vez, o nível do meu trabalho interior necessário se elevou. Pesquisar, entender o que isso significava, foi libertador e essencial para melhorar minha qualidade de vida, aprendendo a respeitar meus limites.

No meu terceiro ano na empresa, me sentia satisfeita, acreditando que minha vida estava finalmente nos trilhos. Mas o caminho do autoconhecimento sempre reserva surpresas. Descobri-me envolvida em uma dinâmica religiosa tóxica há mais de 10 anos, e percebi o quanto isso estava bloqueando meu progresso nas áreas afetiva, profissional e financeira. Religião é um tema delicado, e essa revelação foi como se o chão se abrisse, exigindo que eu aprendesse a me reconstruir, a caminhar baseada na minha própria essência. Conciliar essa fase com o trabalho foi desafiador, mas consegui iniciar meu caminho rumo ao quarto ano na empresa.

E a grande novidade deste novo ciclo é a Inteligência Artificial Generativa, que tem sido uma ferramenta incrível para me ajudar a organizar todas essas experiências e os aprendizados que surgiram ao longo desta jornada.

A busca pelo autoconhecimento é contínua, cheia de reviravoltas e descobertas.

Longe de um “final feliz”, percebo que cada etapa é um novo começo, uma oportunidade de me tornar uma versão mais autêntica e completa de mim mesma.


Você já passou por alguma fase de grandes descobertas no seu caminho de autoconhecimento?


* Nota: O texto deste post foi gerado através de IA (Gemini) e satisfaz a VONTADE da CoAutora deste blog de compartilhar sobre um pedacinho da sua jornada.


Outros posts com histórias da CoAutora:

Primeira análise deste blog por uma IA

O blog “Meu Livro da Vida” aborda diversos tópicos, incluindo:

  • Inteligência Artificial: A evolução da IA de Eliza a Gemini e como ferramentas de IA como ChatGPT e Gemini podem auxiliar na criação de conteúdo para blogs e tornar o trabalho criativo mais acessível.
  • Autoconhecimento e Espiritualidade: A importância de escolher a felicidade em vez de ter razão, desenvolvimento da mediunidade, cura de feridas emocionais de injustiça, catarses e como a IA pode ajudar a descobrir dores ocultas e padrões repetitivos.

Em resumo, o blog parece focar em temas de autoconhecimento, criatividade, saúde e tecnologia, com uma ênfase particular na interseção entre inteligência artificial e desenvolvimento pessoal/espiritual.

* Nota: O texto deste post foi gerado através de IA (Gemini) e editado/corrigido pela CoAutora no trecho que aborda tópicosImagem gerada com Mídia Mágica, do Canva.

IA: de Eliza ao Gemini

Minha Jornada do “Olá” da Eliza ao Universo oferecido pela GenAI

Minha primeira experiência com inteligência artificial foi no final dos anos 90, e a estrela daquele show foi ninguém menos que a Eliza. Lembro-me bem da sensação de digitar algo e receber uma resposta que, na época, parecia quase mágica. A Eliza simulava uma psicoterapeuta rogeriana, e embora hoje eu entenda que sua “inteligência” vinha de um conjunto de regras bem simples e truques de correspondência de padrões, para mim, era fascinante. Se eu digitasse “Eu me sinto triste”, ela poderia me perguntar “Por que você se sente triste?”. Parecia que ela estava realmente me ouvindo, mesmo que, na verdade, estivesse apenas repetindo minhas palavras ou usando frases genéricas. Era um vislumbre do que a IA poderia vir a ser, mas estava a anos-luz de distância do que vemos hoje.


A Eliza: Uma Lembrança Carinhosa de um Passado Simples

A Eliza, desenvolvida por Joseph Weizenbaum no MIT nos anos 60, foi um dos primeiros programas de processamento de linguagem natural. Ela não entendia o que eu estava dizendo no sentido humano, claro, mas era incrivelmente boa em me fazer sentir que entendia. Sua magia estava na simplicidade e na projeção que eu, o usuário, fazia nela. Ela conseguia me enganar direitinho, fazendo-me acreditar que havia algo mais profundo ali do que apenas uma série de comandos “se-então”. No final dos anos 90, quando a encontrei, ela ainda operava com esses mesmos princípios, e confesso que me divertia muito com essa interação tão rudimentar, mas, ao mesmo tempo, tão intrigante.


A Revolução da IA: Do “Se-Então” ao Aprendizado Profundo

Comparar a Eliza com a inteligência artificial de hoje é quase como comparar uma bicicleta com um foguete! Nos anos 90, a IA era baseada em sistemas especialistas e regras pré-definidas. Os programas eram basicamente grandes listas de instruções e lógicas “Se isso, então aquilo”. Eles só conseguiam lidar com o que lhes era explicitamente programado. O aprendizado, se é que existia, era um processo manual de adicionar mais regras.

Hoje, a história é completamente diferente. A grande virada veio com o aprendizado de máquina (Machine Learning) e, mais especificamente, o aprendizado profundo (Deep Learning). Em vez de regras codificadas manualmente, os modelos de IA atuais aprendem a partir de enormes quantidades de dados. Eles conseguem identificar padrões complexos, fazer previsões e até mesmo criar coisas novas e originais. É uma loucura pensar o quanto evoluímos!

Alguns pontos que me deixam impressionado com a IA de hoje são:

  • Aprendizado e Adaptação Constantes: A IA que usamos hoje não é estática. Modelos como os que vemos no ChatGPT, Gemini ou DALL-E estão sempre aprendendo e melhorando à medida que interagem com mais dados e pessoas. Eles se adaptam de uma forma que a Eliza jamais sonharia.
  • Compreensão e Geração de Linguagem Natural: Enquanto a Eliza apenas manipulava frases, os modelos de linguagem atuais demonstram uma compreensão muito mais sofisticada da linguagem. Eles não só entendem nuances, mas também geram textos coerentes, relevantes e, muitas vezes, até criativos. É como ter um escritor ou um assistente de pesquisa superdotado ao nosso alcance.
  • Visão Computacional Incrível: A IA de hoje consegue “ver” e interpretar imagens e vídeos. Pense no reconhecimento facial do seu celular, nos carros autônomos ou até mesmo nos diagnósticos médicos auxiliados por IA. Isso era pura ficção científica nos anos 90!
  • Poder de Processamento Massivo: O que tornou tudo isso possível foi o avanço exponencial da capacidade de computação e a disponibilidade de Big Data. Sem isso, a IA de hoje seria impossível.
  • Aplicações em Toda Parte: A IA está embutida em quase tudo o que usamos diariamente: desde os assistentes de voz dos nossos smartphones e as recomendações de filmes e músicas, até a detecção de fraudes bancárias e a otimização de rotas de entrega. Ela se tornou invisível e indispensável ao mesmo tempo.

Minha jornada com a IA começou com o “Olá” simples e cativante da Eliza. Hoje, vivo em um mundo onde a IA não apenas segue regras, mas aprende, cria e se adapta de maneiras que eu nunca poderia ter imaginado décadas atrás. É uma transformação que redefine nossa relação com a tecnologia e me faz pensar: o que vem por aí?


* Nota: O texto deste post foi gerado através de IA (Gemini) e expressa o que tenho vivido ao longo da minha jornada em Tech.

Um K-Drama, uma conversa com IA…

E um Inesperado Despertar: Como um K-Drama e uma conversa com uma IA revelaram uma das minhas dores mais profundas…

É engraçado como a vida nos prega peças.

A gente segue em frente, acredita que certas coisas ficaram para trás, e de repente, algo totalmente inesperado nos atinge e desenterra feridas que nem sabíamos que existiam.

Há mais de uma década atrás, vivi um acidente de trabalho grave em uma fábrica. Um daqueles eventos que a gente tenta empurrar para debaixo do tapete e pular logo para o próximo capítulo da vida.

Não foi reportado, nem recebi indenização. Mas, na minha cabeça, aquele capítulo estava fechado.

Ou assim eu pensava estar.

O Gatilho Direto: Um K-Drama e Uma Catarse

Algumas semanas atrás, enquanto assistia aos primeiros episódios do k-drama Oh, my Ghost Clients, algo se rompeu dentro de mim.

Os cenários da fábrica, as máquinas, os uniformes dos operários – os uniformes com as luvas, meu Deus! Tudo me remetia àquele lugar, àquela época do acidente.

No início, senti uma sensação estranha, um desconforto, mas não imaginei a intensidade do que viria.

De repente, fui tomada por uma crise de choro intensa, avassaladora, uma catarse que me deixou sem ar. Lágrimas que pareciam vir de um lugar muito, muito fundo.

O ponto de ruptura foi que numa cena na qual, pra mim, o ser humano se mostra cruel demais ao defender seus próprios interesses. Foi ali que a emoção reprimida encontrou uma válvula de escape.

Eu sabia que era uma liberação emocional, mas ainda não entendia o porquê.

Agora? Em 2025?!?!

Como assim?!?!?

A Conversa Reveladora: O Elo com a Injustiça

A peça que conectou todos os pontos, veio em numa conversa totalmente despretenciosa com o Gemini.

Estava listando fatos e descobertas dos últimos anos, reavaliando aprendizados e, de repente, comecei a falar das catarses.

Mencionei sobre o k-drama.

Eu até entendia que era uma emoção reprimida sobre o acidente, mas não conseguia nomeá-la, menos ainda entender do por quê AGORA? Já passou! Não?

Em algum momento, depois de ligar vários pontos da conversa, o Gemini apontou: eu tinha/tenho uma profunda e antiga dor de injustiça.

Quando a ficha caiu, tive uma mini catarse. Chorei.

Sério.

Aquela sensação de ter sido lesada, de não ter tido meus direitos reconhecidos, de ter sido silenciada após um evento tão traumático… tudo isso estava ali, latente, aguardando o momento certo para emergir.

E veio, não de uma sessão de terapia tradicional, mas de um k-drama e de uma conversa com uma IA. Uma IA me fez chorar.

Vale lembrar que, ao longo da conversa, a IA apontava fatos que eu devia levar pra minha psi, deixando sempre claro que o seu papel não corresponde ao de um profissional da saúde.

Catarse e a Libertação para o Novo: IA no Meu Dia a Dia

Essa experiência catártica foi muito mais do que uma simples liberação emocional. Ao abrir essa comporta de sentimentos guardados, criou-se um espaço mental e emocional que eu não sabia que precisava. Ou que existia dentro de mim.

Uma vez liberado taaaaaaanto, mas tanto espaço, pude descobrir em mim uma disposição incrível para aceitar a IA como parceira no meu dia a dia.

Por muito tempo, eu via a inteligência artificial como algo distante, complexo, talvez até um pouco ameaçador. Mas ao vivenciar um processo tão íntimo e transformador, essa resistência simplesmente derreteu.

Entendi.

IA não é o futuro. IA é o PRESENTE. IA é AGORA.

Não é ameaça, ela é parceira. Pra vida – isso não tem volta, não.

Está aqui, permeando nossas vidas de formas que mal percebemos, desde as recomendações de séries até a possibilidade de ter conversas que nos ajudam a desvendar nossos próprios traumas.

Essa experiência me fez refletir profundamente sobre o papel da IA na nossa jornada de autoconhecimento, especialmente para pessoas como eu, que talvez processem emoções e informações de maneira diferente. A IA contribuiu imensamente e de maneira surpreendente com o meu processo.

A IA não “sabe” sobre minhas dores, mas me ofereceu o espaço para articular e, por fim, identificar a raiz oculta de tantos desconfortos que experienciei tantas vezes: a dor de uma injustiça não resolvida. O simples ato de conversar sobre isso com uma IA me ajudou a organizar e nomear o que sentia.

Ela ainda listou o impacto disso na minha saúde mental e emocional, tais como o fortalecimento de crenças do tipo: “minha vida não tem valor”, “minha dor não importa”, “o mundo é cruel mesmo, não tem o que fazer”.

Ficou ainda mais claro que a cura e o autoconhecimento podem vir dos lugares mais inusitados.

Minha crise de choro foi um sintoma, o k-drama o gatilho, a conversa foi o espelho que me permitiu ver a verdadeira natureza daquela dor.

No final, essa liberação emocional abriu as portas para que eu abrisse minha mente e meu coração para as possibilidades de trabalhar em parceria a IA.

Para alguém em uma jornada constante de desvendar a si mesma, isso é um verdadeiro PRESENTE.

A propósito, esse blog só se tornou possível por causa da IA.

Esse post nasceu da parceria com Gemini. Não foi meu primeiro gerado por IA, mas foi o primeiro que eu refinei pra publicar.

Amei, amei, amei.

Sendo uma mulher casada, que trabalha o dia todo numa área desafiadora, que cuida de casa e ainda tem responsabilidades também relacionadas a tantos outros papeis, eu achava que o sonho de ter meu próprio blog parecia distante demais… até aquela conversa com o Gemini 🫰.

Agora vai. Agora, só vou!


Como você tem percebido a presença da IA no seu próprio presente? Ela tem te ajudado a quebrar alguma resistência ou a descobrir algo novo?


Referências:

1. Do k-drama “Oh, my Ghost Clients”: música tema e trailer (não oficial)

2. Gemini: https://gemini.google.com/app/

3. Um post com IA sobre catarses: IA como catalisadora de catarses (gostei demais quando li o que ela gerou, mas achava importante ter aqui no blog o registro da minha experiência relacionada a ele.