Um Fim de Semana… diferente! – com GenAI

Quando a GenAI desbloqueou minha vontade de mergulhar em tasks de Frontend no 👉fim de semana👈

Sabe aqueles fins de semana que marcam a ✨ALMA✨? Pois é, acabei de viver um desses.

Depois de um tempo sem ficar em casa nos fins de semana, eu sabia que precisava de um “descanso” – o que para mim significa ficar “de buenas” e recarregar as energias.

Mas não tinha a menor ideia das surpresas que me aguardavam. O que começou como uma reflexão sobre meus próximos passos técnicos se transformou numa epifania que mudou minha perspectiva sobre minha carreira — e ainda me deixou muito interessada em explorar o tema multipotencialidade.

Há anos, carrego um peso desnecessário: a autocrítica de ser uma “frontend pleno que não sabe React nem JavaScript” (mesmo com quase 4 anos de uma empresa com ritmo intenso e feedbacks positivos). Essa crença me restringiu, me fazendo adiar projetos pessoais com a desculpa de que “precisava fazer um curso de React primeiro”.

No mês passado, tivemos um dia dedicado à experimentação com Inteligência Artificial. Aquilo acendeu uma faísca em mim, uma vontade imensa de explorar mais e entender as possibilidades. E foi justamente conversando com a IA que a chave virou. Entendi que o caminho não é só aprender mais linguagens e frameworks, mas sim aprender a fazer bons prompts, a criar agentes e a usar a IA como uma parceira poderosa. E que os desafios do Frontend Mentor seriam um bom caminho para começar a explorar essa prática.

Sextando? 👀

Na sexta-feira à tarde, mergulhei de cabeça. Decidi explorar a possibilidade de gerar um blog em Next.js, React e TypeScript. E gente… o que saiu dali me deixou de queixo caído!

Minha ideia era recriar a estrutura básica de um blog que fiz em um curso de Gatsby anos atrás. Em poucas horas, com o auxílio do Copilot, o que eu levaria mais de um mês (virando noites e fins de semana inteiros com algum curso) estava ali, funcionando!

Sábado e… DOMINGO! 🤯🤩😍

Passei o sábado completamente imersa nesse universo. E hoje, DOMINGO, fui para o Frontend Mentor. Peguei um desafio que estava parado há mais de um ano e, de novo, em poucas horas, a IA me ajudou a resolvê-lo.

Teve outro, inacabado há quatro anos e feito em Angular, que consegui migrar para Next.js, React e Tailwind CSS em um piscar de olhos.

Claro, ainda há pequenos ajustes — questões de acessibilidade e testes —, mas o ponto principal é: O QUE FOI ISSO? Estou absolutamente apaixonada pelas possibilidades que surgem quando colaboramos com a IA.

É como se um novo mundo se abrisse…

🤯🤯🤯

A mesma sensação que tive meses atrás, ao ver os textos que a IA é capaz de gerar, eu revivi neste fim de semana com o suporte que recebi do CoPilot — e do ChatGPT. 🤖💖✨

Já vinha usando IA há alguns meses, mas nunca tinha testado nada nesse nível.

Neste fim de semana, finalmente entendi — de verdade! — o que muitas pessoas têm dito:

o futuro do desenvolvimento não é apenas dominar ferramentas, mas aprender a colaborar com a inteligência artificial.

Talvez o maior presente desse fim de semana tenha sido perceber que não estou mais com medo de aprender — estou curiosa, animada e pronta para criar com a IA. ✨🚀


Nota: O texto base deste post foi gerado com ajuda do Gemini e revisado com ajuda do ChatGPT (com “C” maiúsculo).


🌱 Alguns textos de quando estava descobrindo GenAI pra produção de textos pra blog:

Combatendo a Ruminação Através de um Blog

GenAI: Aquele com o “Papagaio Sofisticado”

Limites da GenAI na Criação de Conteúdo

Brain Dump com IA

Desvendando o Passado para Curar o Presente

Uma Imersão no livro “Não Começou Com Você”

Texto criado com base no Clube do Livro que começa com o vídeo: Aula 1. Não começou com você! – Clube do Livro, no canal Karina Alves. O Clube do Livro está no YouTube numa playlist com 4 vídeos em que 3 psicólogas conversam e propõem exercícios sobre o livro Não Começou com Você (que apareceu na série Uma Nova Mulher). Foi muito bom pra mim ter ouvido essa playlist, por isso ela não poderia não aparecer por aqui.

Você já se sentiu preso(a) em padrões repetitivos, experimentou medos inexplicáveis ou lutou com problemas que parecem desafiar uma explicação lógica em sua própria vida? O livro perspicaz “Não começou com você!” explora uma perspectiva fascinante: muitos dos desafios que enfrentamos hoje podem não ter origem em nós, mas são traumas herdados do passado de nossa família.

Este livro oferece uma mistura única e poderosa de insights terapêuticos, baseando-se fortemente nos princípios da Constelação Familiar desenvolvida por Bert Hellinger, ao mesmo tempo em que fundamenta esses conceitos em pesquisas científicas, particularmente epigenética e física quântica. Ele fornece uma lente científica para entender como os traumas familiares herdados nos definem e como podemos finalmente quebrar esses ciclos.

O Impacto Profundo do Trauma Herdado

A premissa central de “Não começou com você!” é que nossas vidas não são apenas o resultado de nossas escolhas e ações individuais. Em vez disso, elas são profundamente impactadas pelas gerações anteriores a nós, potencialmente nos influenciando através de até sete gerações ancestrais. Essa herança vai além de características físicas como a cor do cabelo ou dos olhos; ela inclui traumas, dificuldades financeiras e desafios de relacionamento que nossos ancestrais experimentaram.

O livro destaca que, embora a psicologia há muito tempo mostre como aprendemos com nossos pais, essa herança vai além dos comportamentos aprendidos. Está vinculada ao que herdamos geneticamente, para além do aprendizado consciente. Um conceito científico chave que apoia isso é a epigenética, que estuda como a expressão gênica pode ser modificada por fatores ambientais. Pesquisadores descobriram que, embora apenas 2% do nosso DNA venha diretamente de nossos pais (os cromossomos), os outros 98% são influenciados por nosso ambiente e são mutáveis. Essa maleabilidade permite a mutação genética ao longo do tempo, explicando como as espécies evoluem e se adaptam.

Uma das explicações biológicas mais surpreendentes compartilhadas no livro descreve como o trauma é transmitido:

  • Imagine uma mulher grávida. Dentro dela, há três gerações presentes: ela mesma, o feto que está carregando e as futuras células reprodutivas (espermatozoides ou óvulos) desse feto.
  • Isso significa que quando sua avó estava grávida de sua mãe, as experiências dela estavam impactando os órgãos reprodutivos em desenvolvimento de sua mãe, que eventualmente conteriam o óvulo que formou você.
  • As emoções são energia, e essa energia, juntamente com as memórias e experiências de seus ancestrais, pode ser transmitida através das células. Isso explica como eventos como o medo, abuso ou luto não resolvido de um ancestral podem estar presentes em sua própria memória celular, influenciando sua vida hoje.

A Jornada Interior: Enfrentando o Que Estava Invisível

O livro enfatiza a importância de olhar para dentro. Como uma famosa citação de Jung mencionada no livro afirma: “Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta”. O próprio autor relata sua jornada pessoal, sofrendo de uma enxaqueca severa que levou à cegueira temporária. Depois de anos buscando curas externas, ele foi repetidamente aconselhado por diferentes gurus a “voltar para casa e se reconectar com seus pais”. Isso o levou a perceber que sua incapacidade de receber amor dos outros estava conectada à sua dificuldade em receber amor materno. Essa poderosa conexão com nossos cuidadores primários é crucial, pois eles são nosso primeiro elo com a vida.

O livro afirma que nosso inconsciente tenta se comunicar conosco constantemente através de padrões repetitivos, sonhos, sintomas físicos e frases recorrentes. Tornar o inconsciente consciente é o primeiro passo para a cura.

Um Mapa Prático Para o Seu Trauma: As Quatro Linguagens Centrais

“Não começou com você!” fornece uma estrutura prática, descrita como a construção de um mapa, para ajudá-lo(a) a identificar e abordar esses traumas herdados. Isso envolve um processo de quatro etapas centrado no que o livro chama de “linguagens centrais”:

  1. Reclamação Central:
    • Trata-se de identificar o problema ou dificuldade mais premente em sua vida agora. Isso pode ser uma doença física, uma luta financeira, um problema de relacionamento ou um padrão negativo recorrente.
    • O livro incentiva a escrever essa reclamação imparcialmente e a explorar suas origens: Quando começou? O que estava acontecendo na época? Houve algum evento traumático? Às vezes, esse problema atual pode até se conectar a um ancestral que experimentou algo semelhante na mesma idade.
  2. Descritores Centrais:
    • Esta etapa envolve descrever sua mãe e seu pai. Você é convidado(a) a recordar suas características durante sua infância – eles eram afetuosos, distantes, felizes, tristes? Que adjetivos ou frases vêm à mente?.
    • Crucialmente, também pergunta pelo que você culpa seus pais ou o que aconteceu em sua infância que você ainda carrega como um fardo. Ao observar humildemente essas descrições, você pode perceber que espelha algumas das características de seus pais, tanto positivas quanto negativas, ou que projeta essas falhas percebidas em seus parceiros atuais.
  3. Sentença Central:
    • Esta etapa aprofunda-se em seu medo mais profundo, a “pior coisa que poderia acontecer com você”. Frequentemente, esse medo é mascarado por ansiedades superficiais. Por exemplo, o medo de morrer pode ser, na verdade, um medo mais profundo de ser esquecido(a) pela família.
    • O livro o(a) guia por um processo de perguntar “o que é o pior que pode acontecer?” repetidamente para descobrir a raiz desse medo. Às vezes, imaginar esse medo acontecendo com outra pessoa, como sua mãe, pode ajudar a acessar essas ansiedades profundas.
  4. Trauma Central:
    • Após identificar sua principal reclamação, descrever seus pais e descobrir seu medo mais profundo, você investiga se isso realmente pertence a você ou se está conectado a um ancestral.
    • Isso envolve a criação de um “heredograma” ou árvore genealógica, onde você mapeia traumas significativos e fatalidades de seus ancestrais (por exemplo, abortos, assassinatos, ruína financeira, mortes precoces, vícios).
    • Ao fazer isso, você frequentemente pode encontrar um padrão ou evento específico na história de sua família que ressoa com suas lutas atuais ou medos mais profundos. Por exemplo, o medo da fome pode remontar a um ancestral que experimentou pobreza extrema ou fome. Um exemplo no livro é de um rapaz que desenvolveu insônia e uma sensação de frio intenso aos 19 anos, o que se conectava com a idade em que seu tio morreu congelado.

O Caminho Para a Cura e a Libertação

Uma vez que esses padrões e suas origens são identificados, o livro avança para o processo de integração e cura. Isso não se trata de esquecer ou negar o passado, mas de reconhecê-lo, trazê-lo à consciência e transformar seu impacto.

As principais técnicas de cura incluem:

  • Exploração Corporal: Conscientizar-se de onde esses traumas se manifestam fisicamente em seu corpo (por exemplo, dor crônica, problemas digestivos).
  • Respiração e Visualização: Praticar a respiração nas áreas afetadas do corpo, concentrando sua atenção e energia vital ali, e usando afirmações de aceitação e cura. Você também pode visualizar interações com ancestrais, perdoando-os ou recebendo suas bênçãos, o que seu cérebro processa como real, auxiliando na cura.
  • Linguagem de Cura: Usar “sentenças de cura” específicas para expressar aceitação, liberação e amor em relação a si mesmo(a) e a seus ancestrais, especialmente em relacionamentos difíceis com pais ou aqueles que já faleceram.
  • Inclusão e Aceitação: Um ensinamento central de Bert Hellinger, reforçado no livro, é a importância de aceitar seus pais e ancestrais como eles foram, sem julgamento. Isso significa reconhecer seu sofrimento, suas limitações e até mesmo suas ações prejudiciais, compreendendo que eles ofereceram o que puderam. Esse ato de aceitação, embora desafiador, cria uma profunda liberação tanto para você quanto para seus ancestrais, “curando as raízes de sua árvore genealógica”.
  • Abraçando Seu Papel: O livro enfatiza que você não é uma vítima, mas um(a) protagonista em sua própria vida. Ao assumir a responsabilidade por sua cura, você não apenas se liberta, mas também abre caminhos para que seus descendentes vivam vidas mais leves.

A cura é descrita não como um milagre imediato, mas como um processo contínuo de descascar camadas. Requer coragem, dedicação e disposição para confrontar verdades desconfortáveis, mas, em última análise, leva a uma profunda sensação de leveza, paz e liberdade.

Traumas Comuns Explorados

O livro detalha ainda como esses traumas herdados frequentemente se manifestam em áreas específicas da vida, muitas vezes categorizadas em quatro “linguagens centrais”:

  • Separação: Traumas relacionados ao vínculo inicial com a mãe, até mesmo rupturas sutis durante a infância (por exemplo, nascimento prematuro, depressão pós-parto ou momentos simples em que a mãe estava indisponível), podem levar a problemas de insegurança, instabilidade e rejeição em relacionamentos adultos.
  • Relacionamentos: Padrões em relacionamentos românticos frequentemente espelham dinâmicas não resolvidas com pais ou ancestrais. Isso pode surgir de lealdade inconsciente a membros da família que tiveram relacionamentos infelizes, ou da busca por resolver necessidades não atendidas da infância. O livro identifica 21 dinâmicas familiares diferentes que podem impactar os relacionamentos atuais.
  • Sucesso: Dificuldades com prosperidade, dinheiro ou sucesso geral na vida estão frequentemente ligadas a traumas ancestrais relacionados à pobreza, perda de bens, exploração ou ao peso de lutas sociais coletivas. Por exemplo, uma lealdade oculta a ancestrais que sofreram dificuldades financeiras pode bloquear inconscientemente o próprio caminho para a abundância.
  • Cura: Este conceito abrangente nos lembra que o processo de reconhecer, aceitar e transformar esses padrões herdados é contínuo. Trata-se de continuar a reconhecer quando medos ou padrões antigos ressurgem e conscientemente escolher reagir de forma diferente, permitindo crescimento e liberação contínuos.

“Não começou com você!” é um guia poderoso para o autodescobrimento e a cura. Ele o(a) encoraja a se tornar um(a) participante ativo(a) em sua própria transformação, investigando sua história familiar, compreendendo as origens de seus desafios e escolhendo conscientemente quebrar os ciclos que não o(a) servem mais. Ao engajar-se com seus exercícios e insights, você embarca em uma jornada profunda que beneficia não apenas sua própria vida, mas também toda a sua linhagem familiar.


Notas:


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Uma Nova Mulher e o Eco dos Traumas – Quando o Passado Familiar Define o Nosso Presente

Uma Introdução a “Um Curso em Milagres”

Descobrindo a Verdade por Trás da Ilusão

Em um mundo que nos convida constantemente a viver na superfície, “Um Curso em Milagres” (UCEM) surge como um chamado profundo para uma viagem interior, uma experiência que promete nos reconectar com a fonte de amor que realmente somos. Longe de ser apenas um livro misterioso, o Curso é um caminho prático para a espiritualidade, um convite para abrir o coração e a mente e embarcar em uma jornada de autodescoberta e cura.

No vídeo Aula Introdutória do livro Um Curso em Milagres (UCEM) com Paulinha Oliveira da Frequência do Amor, do canal Frequência do Amor, Paulinha Oliveira nos traz conceitos básicos para entendermos do que se trata o livro Um Curso em Milagres, que tem transformado a Mente, o Coração e a VIDA de milhares de pessoas ao redor do mundo.

Além de ter sido estudado por professores muito queridos no campo da Espiritualidade como Lousie Hay e Eckhart Tolle, esse livro também tocou o coração de celebridades como Denzel Washington, Chris Pratt, and Marianne Williamson.

A Essência do Curso: Experiência e Prática

A principal mensagem de UCEM é que uma teologia universal é impossível, mas uma experiência universal não só é possível, como inevitável. Isso significa que o verdadeiro aprendizado não está na teoria, mas na prática e na vivência do seu conteúdo. Acredita-se que qualquer dificuldade com o livro surge da falta de prática, pois ao experienciá-lo, o que se sente é alegria e paz. A vontade de Deus para nós é a felicidade perfeita, e o Curso nos ensina a acessá-la.

Uma prática fundamental que o Curso propõe é a observação da mente. Ao longo do dia, somos convidados a perguntar a nós mesmos: “O que estou pensando agora e o que estou sentindo agora?”. Essa prática simples nos ajuda a perceber que tudo, absolutamente tudo, acontece na nossa mente. Nossos pensamentos e sentimentos são indicadores do nosso estado mental, e aprender a observá-los é o primeiro passo para o perdão e para a remoção das barreiras que nos impedem de acessar o amor e a Deus.

A História Milagrosa por Trás do Livro

“Um Curso em Milagres” veio ao mundo através de uma experiência de colaboração entre duas pessoas: Helen Schucman e William Thetford, ambos psicólogos e professores na Universidade de Columbia, em Nova York. Eles tinham uma relação de trabalho extremamente difícil e conflituosa. Cansados dessa dinâmica, Bill e Helen decidiram procurar “um outro jeito” de se relacionar, um “jeito mais amoroso, verdadeiro e carinhoso de viver”. Esse momento foi o que o livro chama de “Instante Santo”, um comprometimento interno que abre a mente e o coração para Milagres.

Após esse compromisso, Helen começou a ouvir uma voz insistente que dizia: “Este é um Curso em Milagres, tome nota”. Embora inicialmente assustada, ela seguiu o conselho de Bill e começou a escrever o que a voz ditava. Helen, que era taquígrafa, conseguia escrever rapidamente o que ouvia, mesmo podendo pausar e retomar a ditadura a qualquer momento. Esse processo durou sete anos e foi uma profunda cura para o relacionamento de Helen e Bill. O conteúdo transformou suas vidas e eles perceberam que era a resposta à sua oração.

A voz que ditou o Curso é a de Jesus. Ele se apresenta em primeira pessoa, fala de sua crucificação e se coloca como o responsável pelo processo de expiação, que é a correção da mente e o retorno à nossa conexão original.

A Linguagem Cristã e Seus Conceitos Universais

O livro utiliza uma linguagem cristã, inclusive no próprio título “Milagres”, porque, como o Curso explica, a nossa mente, especialmente no Ocidente, está repleta de conceitos cristãos, muitos deles distorcidos. O Curso vem, então, para corrigir esses conceitos e nos ajudar a acessar a verdade por trás deles, liberando-nos do medo e da rejeição. Muitas resistências ao estudar o livro vêm de se relacionar com o que se pensa sobre Jesus, milagres, pecado ou Deus, em vez de se abrir para a verdade que está além desses pensamentos.

Os Três Sistemas de Pensamento

O Curso em Milagres aborda três sistemas de pensamento que são cruciais para a nossa compreensão da mente:

  1. A Mente Una (Céu / Mente Unificada): Representa o mundo do céu, um estado de consciência de perfeição, unidade, paz plena e felicidade perfeita. Neste lugar, somos o filho de Deus, criado à Sua imagem, com atributos de eternidade, perfeição, imutabilidade, invulnerabilidade e estabilidade. Este é o nosso estado natural, a verdade sobre nós.
  2. A Mente Errada (Ego): Surge de um pensamento de tentativa de criar algo diferente do que Deus criou – o desejo de ser humano, triste, sozinho, separado. A mente errada é o sistema de pensamento do ego, uma ilusão baseada na crença da separação. É um sistema de medo, sofrimento, ansiedade, depressão, conflito, insegurança e vulnerabilidade, o oposto da nossa essência. O foco principal do treinamento do Curso está na correção desta mente.
  3. A Mente Certa (Espírito Santo / Mente Corrigida): É a resposta imediata de Deus ao nosso pensamento de separação: “Não, meu filho, você não pode ser diferente do que Eu criei”. O Espírito Santo é o pedacinho da nossa mente que escutou essa resposta de Deus, que está totalmente são e conectado à verdade. É uma voz de intuição e uma sensação de resposta interior que corrige nossa mente. Este sistema de pensamento é o amor, o oposto do medo.

O estudo do livro acontece em dois níveis:

  • No primeiro nível, ele mostra a diferença entre a Mente Una (Verdade) e a Mente Dividida (Ilusão).
  • No segundo nível, que é onde se encontra o nosso trabalho prático, ele foca na diferença entre a Mente Errada (Medo) e a Mente Corrigida (Amor). O treino é reconhecer a ilusão e entregar a correção ao Espírito Santo.

O Propósito do Curso: Remover Bloqueios ao Amor

O Curso em Milagres não tem como objetivo ensinar o significado do amor, pois isso está além do que pode ser ensinado, ele é o que você é, sua herança natural. Seu propósito é remover os bloqueios à consciência da presença do amor, que é a nossa herança natural. Isso é como “descascar a cebola”, removendo cada pensamento “sem amor” (camada de ego) que bloqueia a nossa experiência do “sonho feliz”.

A frase central do livro, que resume sua essência, é:

“Nada real pode ser ameaçado. Nada irreal existe. Nisso está a paz de Deus”.

Esta frase é a definição do perdão no contexto do Curso: a capacidade de olhar para o mundo e compreender o que é verdadeiro e o que é falso, escolhendo o amor acima de qualquer ilusão. O despertar, aqui no mundo, é ter a consciência de que estamos dentro de uma ilusão, um sonho, e saber disso nos permite permanecer em paz.

A Prática Diária e a Transformação

O estudo de UCEM é cíclico, o que significa que, ao reler e praticar, sempre nos lembramos de novas verdades e abrimos a mente ainda mais. Embora seja um “curso obrigatório” em nossa jornada de retorno à verdade, o momento em que decidimos fazê-lo é voluntário.

A mente egoica, baseada na crença do tempo e do espaço, nos leva a experienciar o caminho de volta para casa de forma dolorosa. No entanto, o Curso e o Espírito Santo aceleram nosso caminho, pois o milagre é a ausência de tempo, o contato com a eternidade.

Jesus, através do Espírito Santo, quer realizar milagres através de nós de forma indiscriminada. Nossa parte é entregar nossa mente a Ele, reconhecendo os pensamentos equivocados do ego para que Ele possa corrigi-los. Ele cuida de tudo para nós no tempo e no espaço, desde problemas financeiros até de saúde, se nos preocuparmos em cultivar essa conexão.

A estrutura do livro, com seus 31 capítulos teóricos e 365 exercícios práticos, foi projetada para treinar nossa mente e nos ensinar a entregar nossas aflições ao Espírito Santo. A resistência que sentimos ao estudar o Curso é apenas o ego gritando, tentando manter seu sistema de pensamento. No entanto, a verdade é sempre alegre, leve, doce e gentil.

O Chamado e o Caminho

“Um Curso em Milagres” é um conteúdo universal, que nos ajuda a olhar para tudo em nossa vida através da lente da consciência existencial e espiritual. Ele não resolve problemas específicos, mas sim nosso único verdadeiro problema: a desconexão com a fonte, a inconsciência de quem somos de verdade.

Não é um livro para todos, e é importante sentir se o chamado em seu coração é sincero. Se for, a devoção e o comprometimento são fundamentais, pois o Curso desafiará profundamente a nossa mente. A prática do estudo pode ser feita individualmente, em grupos (como o grupo online da Frequência do Amor), ou até mesmo usando o livro como oráculo. Não há uma forma “certa” ou “errada” de estudá-lo, apenas a sua devoção.

A jornada de UCEM é um processo de desaprender o que é ilusório e despertar para nossa verdadeira natureza. É um convite para reconhecer que a mente identificada com o ego nos mantém no medo e na ilusão, e que o treino é passar a nos identificar com a verdade. Como Paulinha Oliveira compartilha de sua própria experiência, o Curso pode transformar uma vida vivida em um “quarto escuro” com poucos momentos de luz, para uma vida vivida na luz, onde os momentos de “luz apagada” são vistos como convites para acendê-la novamente, com a ajuda do Espírito Santo.

Que esta introdução inspire você a explorar “Um Curso em Milagres” e a se abrir para a transformação que ele oferece.


Notas:


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Despertando a Paz Interior

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Aquele Sobre Parar de Tentar Agradar

Descansar é Escolher Confiar em Deus

Descansar é Escolher Confiar em Deus

A Chave para a Paz e a Eficiência em Um Curso em Milagres

Em um mundo que incessantemente nos impulsiona a “fazer”, a “resolver” e a “ser proativo”, o conceito de “descansar em Deus”, explorado em profundidade por “Um Curso em Milagres” (UCEM), surge como um convite revolucionário e paradoxal. Longe de ser uma mera inatividade física, esse descanso é um estado mental poderoso que nos conecta diretamente com a nossa verdadeira natureza e com o Divino.

No vídeo DESCANSAR é escolher CONFIAR, Paulinha Oliveira nos traz reflexões importantes sobre o significado de “deixar Deus ser Deus” para encontrarmos na mente um lugar de descanso, mesmo em meio as atividades do cotidiano.

O Esforço do Ego versus a Humildade da Confiança

Frequentemente, quando nos sentimos preocupados, estressados, ansiosos ou até deprimidos, estamos, na verdade, tentando ser Deus. Estamos operando a partir do nosso ego, que insiste em resolver tudo do nosso jeito, em saber todas as respostas e em ter que dar conta de tudo. Essa mentalidade nos leva ao cansaço extremo, como se estivéssemos dizendo: “Deixa que eu resolvo, eu faço, eu preciso saber, eu tenho que dar conta”. É um movimento arrogante que bloqueia nossa conexão com o Espírito e com Deus, tornando nossa mente menos inspirada.

A escolha de descansar, por outro lado, é um passo de profunda humildade. É o ato de entregar, de reconhecer: “Não sei como resolver nada, não sei de nada”, e confiar que Deus sabe e já está cuidando de tudo. Quando escolhemos descansar, estamos escolhendo confiar que “Deus é Deus” e que Ele já tem tudo o que precisamos.

O Que Significa “Descansar em Deus”?

É crucial entender que descansar em Deus não tem nada a ver com o corpo. Não se trata da quantidade de sono que você tem, nem da quantidade de coisas que você faz ou deixa de fazer. O descanso está sempre na mente.

Uma mente descansada é o nosso estado natural. A falta de descanso é antinatural, o que explica o aumento de diagnósticos relacionados à incapacidade da mente de descansar nos últimos anos. O descanso não vem do sono, mas do despertar – do reconhecimento de que esse estado de descanso em Deus é o nosso estado natural.

Os Benefícios Poderosos do Descanso Mental

Quando a sua mente está descansada, você experimenta uma série de benefícios transformadores:

  • Precisão e Perfeição: Suas atitudes, palavras e pensamentos tornam-se precisos e perfeitos, porque estão alinhados com o Espírito Santo e, consequentemente, com Deus. A precisão e a perfeição do Espírito são qualidades inerentes a uma mente que confia e descansa.
  • Inspiração e Conexão: No estado de descanso, sua mente fica profundamente inspirada. A inspiração vem de dentro, do contato com o Espírito.
  • Produtividade e Eficiência: Contraintuitivamente, quanto mais descansada sua mente estiver, mais produtivo, leve, alegre, preciso e eficiente você será. O esforço, na verdade, bloqueia a inspiração, a precisão e a perfeição.
  • Paz e Expansão: O estado natural da mente é um lugar de descanso, precisão, perfeição, paz e expansão.

Como Praticar o Descanso em Deus no Dia a Dia

A lição 109 do livro de exercícios de Um Curso em Milagres, “Eu descanso em Deus”, é uma ferramenta poderosa para essa prática. Em situações desafiadoras, diante de um problema, ou mesmo ao ouvir um irmão compartilhar suas dificuldades, podemos internalizar “eu descanso em Deus”. Isso permite que nossa mente permaneça em um lugar amoroso e verdadeiro, aberta para aprender e compartilhar.

A experiência mostra que, mesmo fazendo muitas coisas, é possível estar em um lugar de descanso.

Artistas brilhantes, por exemplo, buscam o “ócio criativo”, que é um reflexo desse descanso em Deus. Ao invés de se esforçar para realizar uma tarefa, como escrever um e-mail importante, busque um momento de não esforço. Faça algo que te inspire – olhe para o céu, leia o Curso, ouça uma música – para que a tarefa seja realizada a partir de um lugar de inspiração e leveza, não de esforço.

Despertar para a Nossa Verdadeira Natureza

Não precisamos chegar ao limite do cansaço e do esforço para escolher descansar. Essa escolha pode ser feita a qualquer momento, aqui e agora. O mundo valoriza o esforço e a proatividade do ego, mas o Curso nos lembra que nosso verdadeiro lugar é o de repouso e confiança.

A jornada de aprender a descansar em Deus é um processo de humildade e entrega. É o convite para parar de querer ser Deus e, em vez disso, aprender a deixar Deus ser Deus. Despertar para nossa realidade como espírito e descansar em Deus é o caminho para uma vida mais leve, inspirada e verdadeiramente eficaz.

Que possamos, juntos, embarcar nesse bom descanso! 🙏


Notas:

  • O texto deste post foi gerado através de IA (Gemini) e expressa o que gostaria de compartilhar sobre minha experiência com o UCEM. Baseado no vídeo: DESCANSAR é escolher CONFIAR, do canal Frequência do Amor
  • ATENÇÃO: Nenhum post deste blog substitui orientação de um PROFISSIONAL DE SAÚDE.

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Não Agradar as Pessoas: Um Caminho para a Autenticidade e a Paz Interior

À primeira vista, a ideia de “não agradar as pessoas” pode soar egoísta e até um pouco chocante. Afinal, não somos ensinados a buscar a harmonia e a boa convivência? No entanto, o conceito explorado no contexto de “Um Curso em Milagres” nos convida a uma reflexão muito mais profunda sobre o que realmente significa agradar e, mais importante, o que está por trás dessa necessidade.

A Raiz do Desagrado (Consigo Mesmo)

Quando tentamos agradar alguém, frequentemente estamos, na verdade, tentando eliminar algum tipo de conflito ou “comprar nossa paz”. Essa é uma tática para evitar o contato com o que estamos sentindo, para suprimir emoções que vêm à tona buscando cura. É como se estivéssemos passando uma “batata quente”, fazendo as vontades do outro para não ter que lidar com os próprios sentimentos e emoções que surgiriam se fôssemos autênticos e transparentes. No fundo, há um desejo profundo de ocultar a culpa, e acreditamos que agradar os outros nos livrará do conflito e desse sentimento. Tudo isso nos tira do momento presente.

A Importância da Transparência e Integridade

O objetivo é buscar relacionamentos transparentes, onde podemos nos conectar “coração com coração”, dizendo exatamente o que queremos dizer. A integridade significa ter uma mente sem conflito, alinhada com o que é bom para todos, não apenas para o nosso ego. Se você diz “não” querendo dizer “sim”, ou vice-versa, tudo se complica.

Não agradar as pessoas, nesse sentido, significa agir a partir de um lugar de agradar a Deus ou o Espírito Santo, olhando para o todo, e não apenas para o ponto de vista do “eu pequeno”. Há uma confiança profunda de que o Espírito Santo cuidará de qualquer desconforto gerado por um “não” ou um “sim” autêntico. A transparência implica não ter partes ocultas na sua mente. Aquilo que você tenta ocultar é o que você sente culpa, e o medo de se revelar totalmente – o de que “não vai sobrar ninguém ao meu lado” – decorre da crença de que o amor de Deus é condicional.

Pensamentos, Emoções e a Verdadeira Vontade

Nossas emoções são consequências do que estamos pensando. O ego nos faz acreditar que nossas emoções são causadas por algo externo, mas a questão não é o que acontece, e sim o que pensamos sobre o que acontece. Um “não” ou um “sim” dito sem julgamentos, defesas ou a sensação de ser forçado, é o que se busca.

Entrar em contato com os sentimentos pode ser tão simples quanto estar presente para as sensações no corpo. A capacidade de sentir emoções é um treinamento, e o ego teme que, ao sentir tudo, “vamos morrer” ou ficar deprimidos. É um processo de pequenos passos, começando com situações simples para observar como nos sentimos. O treino é estar atento o tempo todo ao que estamos pensando, porque as emoções são apenas “setas” ou “termômetros” para nossos pensamentos. Não se trata de trocar cada um dos milhares de pensamentos que temos, mas sim de mudar a nossa identificação com quem está pensando.

Alinhamento com o Espírito Santo e a Autenticidade

Tudo em nossa vida depende da nossa relação com Deus. Nossa real vontade é a vontade de Deus, e não as vontades pequenas do ego. Para descobrir isso, precisamos nos abrir para ouvir e nos alinhar com essa vontade.

O Espírito Santo é uma presença serena e quieta dentro de nossa mente, um pensamento de união em contraste com o pensamento de separação do ego. É uma consciência maior que está sempre presente, observando tudo o que acontece em nossa mente. Podemos percebê-lo quando sentimos amor por alguém, quando estamos totalmente presentes, ou através de guias como músicas, conversas ou memórias.

Muitas vezes, enfrentamos uma “crise de identidade”, sem saber quem realmente somos por trás de tantas crenças e expectativas. Carregamos camadas de coisas que acreditamos que precisamos ser ou fazer. Essa jornada de não agradar as pessoas é, na verdade, um processo de descobrir e liberar a nossa autenticidade, tirando o que está bloqueando a nossa expressão verdadeira.

É importante lembrar que, neste nosso “sonho”, cumprimos papéis temporários, e nem sempre é possível ser totalmente autêntico em cada contexto (como um professor em uma sala de aula). No entanto, a meta é aliviar a rigidez e a cobrança sobre ser “falso” ou “verdadeiro”, e sim checar consigo mesmo a cada momento: “Isso que estou expressando corresponde ao que estou sentindo e pensando?”. Manter uma imagem exige muito esforço.

Todos nós somos autênticos, espontâneos e transparentes por natureza; essa verdade está apenas coberta por “deveres” e convenções. A expressão não autêntica, vinda do ego, é impulsionada pelo desejo de ser amado e aceito, mas o ego é uma ilusão que precisa da confirmação externa.

Conclusão

Não agradar as pessoas não é sobre ser grosseiro ou indiferente, mas sobre um processo de profunda autodescoberta e alinhamento com a verdade do seu ser.

É um convite à integridade, à transparência e à confiança profunda no Espírito Santo. Ao praticar a autenticidade, mesmo que gere desconforto inicial, você está convidando os outros a serem transparentes também.

Esse caminho, embora desafiador, é a fonte de Milagres e da verdadeira Paz interior.


Notas:


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