🤯 A Conta Chegou

Aprendendo a Lidar com o Burnout Autista Após um Fim de Semana de Hiperfoco

A dedicação é um motor poderoso, especialmente quando o hiperfoco nos atinge. Para quem está mergulhado em áreas fascinantes como Frontend e GenAI, a sensação de progredir rapidamente é inebriante. Você se sente produtivo, o aprendizado é empolgante, de repente, horas viram um borrão de código e conceitos.

Pois é. Passei o fim de semana com o acelerador no máximo, absorvendo conteúdo e praticando sem parar. O resultado? Uma sensação de “dever cumprido” no domingo à noite… e o temido colapso na segunda-feira.

A Queda de Segunda-Feira: Quando o Corpo e a Mente Pedem Socorro

Ao acordar na segunda, a disposição simplesmente não estava lá. A mente que estava afiada para solucionar problemas no dia anterior agora parecia nebulosa. O corpo estava tenso. O plano de estudos cuidadosamente elaborado para a semana? Totalmente fora de cogitação.

O que vivenciei é algo muito comum, mas é ainda mais intenso na comunidade neurodivergente: o Burnout Autista.

💡 O Burnout Autista não é apenas o cansaço do trabalho; é um estado de exaustão física e mental esmagadora, muitas vezes acompanhada pela perda de habilidades (como a capacidade de mascarar/socializar) e sensibilidade sensorial aumentada, resultante de ter que gerenciar demandas da vida que excedem os recursos de uma pessoa autista. O hiperfoco, embora incrível, pode ser um gatilho direto para essa exaustão se não houver um equilíbrio.

🔄 Reformulando o Plano: Restauração e Retomada Leve

Foi um sinal claro: a “conta” do hiperfoco excessivo e da falta de descanso chegou. Em vez de me culpar ou forçar um ritmo insustentável, tomei uma decisão crucial: o foco primário agora é a restauração de energias.

  1. Priorizei o Descanso Ativo: Em vez de estudar, dediquei tempo para atividades calmantes e de baixo estímulo (leitura leve, meditação, caminhada na natureza).
  2. Ajustei a Agenda: O plano de estudos foi cancelado.
  3. Monitoramento Sensorial: Prestei atenção redobrada aos meus gatilhos (luzes fortes, ruído, cheiros) e criei um ambiente mais confortável e previsível para a retomada.

Lembrando que tão importante quanto os estudos são as 40h semanais de compromisso assumido com a firma – que também são riquíssimas em aprendizados!

⚖️ A Lição Mais Valiosa: A Busca pelo Equilíbrio Sustentável

Meu objetivo é continuar crescendo profissionalmente também em Frontend e GenAI.

No entanto, aprendi – por experiência própria – que o crescimento só é sustentável se a saúde mental for a base. O hiperfoco é uma superpotência, mas como todo super-poder, precisa ser gerenciado.

O que estou aprendendo:

  • Agendar o “Não-Foco”: O tempo de inatividade deve ser tão sagrado quanto o tempo de estudo. Agendar pausas, refeições e, principalmente, o stimming (comportamentos autorregulatórios) é essencial.
  • O Trabalho Não Define a Vida: É preciso cultivar e dedicar tempo a outras áreas (relacionamentos, saúde física, hobbies não-tecnológicos) para que o burnout de uma área não contamine todas as outras.
  • Pequenos Passos, Grande Jornada: É melhor manter um ritmo leve e constante por meses do que ter um sprint de dois dias seguido por uma semana de exaustão. A consistência supera a intensidade.

Se você também está nesse processo de aprender a gerenciar o hiperfoco e evitar o burnout, lembre-se: Seu cérebro e seu corpo não são robôs, mesmo que o código seja irresistível. Dê-se permissão para restaurar.


Nota: O texto base deste post foi gerado com ajuda do Gemini 


AuTDAH: reconhecendo o caos interno